Portugal Glorioso

«Praxe: uma prática idiota» Joana Amaral Dias

 ● 18/09/18  ●
Esta semana, circulou na net uma foto de caloiros em roupa interior na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Ou seja, os alunos praxados teriam sido instigados a despirem-se.



veja o video:


A praxe é uma prática sádica, de domínio e violência sobre o outro, consentida à luz de uma suposta tradição. Muitas vezes é até apenas um exercício de vingança- praxado foste, praxarás. Frequentemente, é o momento que muitas gente frustrada e impotente encontra para se sentir mais poderosa e para controlar e vexar o outro.

Sim, já foi tradição coimbrã. Agora não serve para integrar mas como veículo hierárquico, perverso, sexista, homofóbico e racista. Além de que, nem todas as tradições são boas e, desde o Meco a Famalicão, já demasiadas vidas se perderam nesta prática idiota.

E não venham dizer, como tantas vezes os praxistas respondem, que os caloiros participam voluntariamente. Estes miúdos estão num contexto de grupo, sujeitos à pressão e força de uma autoridade, desterrados, muitos deles desenraizados, vulneráveis e, assim, mais atreitos à coacção.

Claro que é preciso integrar esta malta e é urgente, até num contexto social onde desaparece o colectivo e os rituais, encontrar espaços de pertença. Mas, certamente, não através de rebanhos acríticos e acéfalos quando o ensino superior deve ser território de pensamento e reflexão.

Por fim, é inaceitável que as instituições - das autarquias aos patrocinadores das praxes mas, sobretudo e em primeiro lugar, as universidades - sacudam a água do capote, lavem as suas mãos e não se responsabilizem, como voltou a suceder.

Joana Amaral Dias

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Armando Vara goza férias, goza com um Estado de Direito que não se dá ao respeito

 ● 14/09/18  ●

Um Estado de Direito que não se dá ao respeito




48 MESES DE IMPUNIDADE!
Em 2014, Armando Vara foi condenado a cinco anos de PRISÃO EFECTIVA, por corrupção. Mas continua à SOLTA.

Condenado em Primeira Instância, recorreu para a o Tribunal da Relação do Porto. A Relação confirmou a decisão. E nada aconteceu. Recorreu para o Tribunal Constitucional. O Constitucional também não lhe deu razão. E nada aconteceu.

Armando Vara ludibria a Justiça. E goza: goza férias, goza com a Justiça, goza com um Estado de Direito que não se dá ao respeito.

Continuaremos, a repetir este post - quinzenalmente. Até que a Justiça funcione, efectivamente.

Paulo de Morais
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Os compradores de terra queimada de que pouco se fala

 ● 20/08/18  ●

O fenómeno dos compradores de terra queimada


O fenómeno dos compradores de terra aparecem a seguir aos fogos. Depois de vendidas, essas terras são revendidas a empresas relacionadas com as celuloses.
(...) E há entidades que aparecem para, contra a vontade das populações, fazer emparcelamentos, com o objectivo de caçar subsídios europeus. Tudo isto existe no nosso país e poucas vezes é referido. Há muita gente com medo de referir estas coisas. Nada disto é discutido no Parlamento.
(José Gomes Ferreira)
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Erros fatais de português! Saiba quais são

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Erros frequentes e fatais de português


Cuidado com os erros ortográficos, somos julgados pelo modo de escrever. Alguns são fatais e, quando escritos no Facebook, constituem justa causa para desamigamento. Saiba quais são os mais frequentes. Para isso, socorremo-nos do Dicionário de Erros Frequentes da Língua, de Manuel Monteiro, escritor, jornalista e revisor.



Hádes

Hades é o deus do mundo inferior e dos mortos, na mitologia grega, mas há quem insista em usá-lo em lugar de «hás de», a forma correcta da segunda pessoa do singular do presente do indicativo do verbo haver com a preposição de.

Esta-mos

«Estamos» é a conjugação, no presente do indicativo, da primeira pessoa do plural do verbo estar e é uma palavra só, sem hífen.

Derivado a

Derivado de. Devido a. Tão simples.

Á

Não! «À» leva acento grave. Algumas pessoas teimam no acento agudo, o que é uma injustiça para o grave, tão pouco usado na língua portuguesa. «À» é das poucas palavras que o tem. Façam-lhe justiça.

ou À

Por vezes confunde-se o «à» com o «há», sobretudo quando o verbo haver é usado para descrever a passagem do tempo. Quando queremos dizer que foi «há pouco tempo», usamos o h, há, do verbo haver. Já se quisermos dizer que precisamos de ir «às compras», dispensamos o h e vamos.

Grama / o ou a

Há o nome ou substantivo masculino grama, que é uma unidade de medida de massa e há o nome ou substantivo feminino grama, conceito semelhante a relva. Diz-se um grama, dois gramas, duzentos gramas.

Destrocar

«Destrocar» existe. É desmanchar a troca. Compra um bolo de chocolate e tem um inseto lá dentro. Devolve o bolo. Opera uma destroca, ou simplesmente, destroca. Deformação popular é empregar o verbo no sentido de trocar notas por moedas.

Há anos atrás

Há dois anos, há quatro jogos, há duas aulas. Acaso seria possível há duas semanas à frente ou ao lado?

A cerca, Acerca de, Há cerca de

A cerca media um metro.
O presidente recusa falar acerca de novas contratações.
Veja todas as notícias acerca do que se passa na Líbia.
Há cerca de doze anos, deixei de fumar.

Beje ou Beige

Beje é um erro ortográfico e beige é francês. A cor é «bege».

Bom ou Bem

Persistimos na confusão do adjectivo «bom» com o advérbio «bem». «Estás bom?» e «estás boa?». A pergunta deve ser: «Estás bem?» Quem utiliza o «bom» ou «boa» que faça o exercício de utilizar os antónimos: «Estamos/passaste mau/má?». Quando expressamos assentimento, aquiescência, digamos «está bem» - como dizemos «está mal» - e nunca «está bom».

Conselho ou Concelho

Damos um conselho. Os ministros reúnem-se num conselho de ministros. Temos conselhos científicos e outros órgãos colegiais. Temos os concelhos de Loures, de Sintra, ou seja, a ideia de circunscrição territorial.

Concerteza

Com certeza - duas palavras. Com ou sem certeza. Não existe «concerteza».

Constrangedor ou Confrangedor

Para tudo e mais alguma coisa, os portugueses dizem e escrevem «situação constrangedora». Constranger é impedir os movimentos, comprimir, subjugar, coagir. Constrangido é que foi forçado, obrigado, coagido. Confrangedor é aquilo que aflige, atormenta, angustia, «causa dor».

Despensa ou Dispensa

Despensa é o pequeno compartimento da casa onde guardamos os produtos alimentares. Dispensa é o ato de dispensar, a permissão para não executar um dever ou um trabalho.

Desfolhar

«Desfolhar» é tirar folhas ou pétalas. Quem desfolha livros... arranca as páginas. «Folhear» é ler apressadamente, virando as páginas com ritmo acima da leitura normal.

Evacuaram-se trinta pessoas

Evacuam-se espaços. Não se evacuam pessoas. As pessoas evacuam, claro está, no sentido de expelir excrementos. Etimologicamente, evacuar é esvaziar. Em situações extremas, as pessoas são desalojadas.

Fossemos

«Fossemos» - lemos a primeira vogal como u - é do verbo fossar, revolver a terra com o focinho. «Fôssemos» é do verbo ser e do verbo ir. A importância de um acento circunflexo.

Fidagal

Os inimigos são figadais. O ódio é figadal. Oriundo do fígado, profundo, íntimo. Fidagal não existe - temos «fidalgal», relativo a fidalgo.

Ir de encontro a, ou Ir ao encontro de

A política do Governo não foi de encontro às ideias da tróica. Foi ao encontro das ideias da tróica. «Ir de encontro a» significa tão só esbarrar fisicamente, implica colisão.

Insonsa

A palavra é «insossa». Insosso, do latim insulsu, «sem sal» «sem sabor».

Inclusivé

O termo em português é «inclusive», palavra latina que entrou tal qual na língua portuguesa. O seu antónimo é «exclusive».

Já agora

Tanto pode dizer «já» como «agora». «Já agora» é uma redundância não-intencional, ou seja, um lugar comum.

Losângulo

A palavra correcta é «losango» do francês losange.

Mal e porcamente

Leitor, quando emprega esta expressão, pretende transmitir a ideia de imundície? Pretende dizer mal e suinamente?, mal e sordidamente? A expressão original é «mal e parcamente» que significa «fez mal e, ainda por cima, fez pouco».

Morrer à fome

A expressão é «morrer de fome». Como morrer de tédio, de ciúmes, de riso. Ter morrido ao frio não significa que se tenha morrido de frio.

Onde

Onde é um locativo, localiza no espaço e por isso não deve substituir, como abusivamente tem feito, o «em que» ou o «na qual». Por exemplo: um período da minha vida onde, um filme onde, uma música onde, uma frase onde. Tudo errado. «Em que» e «na qual» seriam a fórmula adequada.

Ovelha ranhosa

A expressão idiomática é «ovelha ronhosa». Provém de «ronha» e não de «ranho».

Pedir para

Mnemónica: «pedir algo» e não «pedir para algo».
Exemplo: O juiz pediu que se calassem.

Pelos vistos

Estamos perante um particípio passado - no caso em apreço, do verbo ver. A expressão correcta é «pelo visto». Perante aquilo que foi visto.

Quanto muito

A expressão correcta é «quando muito», que significa "no máximo", "se tanto". Tem-se generalizado a expressão "quanto muito", certamente por influência formal de quanto mais, na sua acepção de "principalmente", "que fará". Também se emprega a expressão «quando menos», com o significado de "pelo menos", "ao menos".

Reavessemos

Correctamente, «reouvéssemos».

Saudades tuas

A expressão acertada e lógica «é saudades de ti».

Se não ou Senão

«Come menos doces, senão engordas»: a palavra senão utiliza-se sempre que queiramos transmitir a ideia de «caso contrário», «de outra forma», «de outro modo», «de contrário», «excepto», «defeito». Já «se não» tem outro sentido: «se não te apressas, chegas atrasado».

Sob ou Sobre

Alguém dorme «sob» a ponte se dormir debaixo da ponte e dorme «sobre» o jornal se o jornal estiver debaixo do seu corpo. A situação está sob controlo.

Ter a ver

A expressão é ter que ver. «Ter que ver» como «ter pouco que fazer».

EXERCÍCIO:

No texto seguinte há cinco erros. Sabe quais?

Hadem convir que todos os dias são cometidos verdadeiros atentados á língua portuguesa. Derivado a isso, resolve-mos ir há procura dos erros mais frequentes, e irritantes, de português.

[adaptação de PG. fonte:noticiasmagazine.pt]
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Monchique: Homem sem papas na língua enfrenta Marcelo e Eduardo Cabrita

 ● 12/08/18  ●
Revoltado com o cenário dantesco que testemunhou ao redor de Alferce / Monchique, José Marcos, 79 anos, não poupou críticas à forma como as operações foram conduzidas, olhos nos olhos, com o Presidente da República e o ministro da Administração Interna.


Este não vai em "selfies"...
veja o video: (clique imagem)


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Monchique: «Mercenários da politica partidária» Moita Flores arrasa governantes

 ● 11/08/18  ●
Não é a meritocracia que comanda. E quem é competente, não pode estar a ser comandado pelos mercenários da politica partidária - gente sem currículo, sem experiência vivida, gente sem nada!



Intervenção de Moita Flores sobre o incêndio de Monchique:
Populações de idosos, populações abandonadas, em aflição... não é caso para falarmos em bolos de aniversário quando estamos perante situações com esta dimensão trágica.

Aprendemos alguma coisa, é verdade. Mas aprendemos muito pouco em relação à dimensão da tragédia que ocorreu o ano passado, de tal maneira que isto é "um bolo de aniversário em que uma vela não se apagou". Quando se chega a este tipo de argumentário, percebe-se o nível de obscenidade a que nós chegámos.
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Perícia arrasa cláusulas dos contratos das PPP Rodoviárias de Sócrates

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A perícia é demolidora para os responsáveis pela renegociação das ex-SCUT, feita no Governo de Sócrates.


Erros de cálculo nas PPP Rodoviárias
A perícia é demolidora para os responsáveis pela renegociação das ex-SCUT, feita no Governo de Sócrates: foram encontradas cláusulas que revelam amadorismo e fórmulas de cálculo para remunerar as concessionárias com erros. (fonte, SICNoticias) .

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