Portugal Glorioso

«A Administração da RTP não tem emenda» Paulo Morais

 ● 30/03/20
É esta a noção de serviço público desta Administração da RTP: propaganda ao poder em tempo de crise.


Mas por que razão os donativos para a construção dum hospital de campanha no Curry Cabral são agravados com IVA (imposto valor acrescentado)?


A Administração da RTP não tem emenda. Em plena pandemia Corona Vírus, decide promover uma campanha de donativos para construção dum hospital de campanha no Hospital Curry Cabral. Esta atitude é inqualificável.

Em primeiro lugar, porque sendo a crise generalizada, apoia apenas um hospital em Lisboa, esquecendo todos os restantes de Viana do Castelo ou Bragança a Faro.

Em seguida, porque a televisão pública promove uma angariação de fundos a favor duma entidade privada (a Cruz de Malta), para esta fazer um donativo a um hospital público; pergunta-se, qual o contributo dos privados aqui, para além de receberem os donativos "da RTP"?

Por último, a Administração da RTP decidiu privilegiar o único hospital que se prontificou a servir de palco para uma visita de propaganda de António Costa, no decorrer da qual o seu Director disse mesmo "que não falta nada no seus serviço de saúde".

Esta campanha da RTP serve assim como moeda de troca para pagar os "bons serviços" prestados ao Primeiro- Ministro. É esta a noção de serviço público desta Administração da RTP: propaganda ao poder em tempo de crise.

Os gestores da RTP não servem para dirigir uma televisão pública e muito menos para interpretar o serviço público de televisão em tempo de pandemia.

Paulo de Morais
Ler mais

«Tantos lares sobrelotados! Tantos hotéis vazios!» Paulo Morais

 ● 29/03/20
Volto a Repetir este APELO: NÃO DEIXEM OS IDOSOS EM LARES SOBRELOTADOS, à espera dum surto de Corona Vírus! Distribuam-nos pelos hotéis, em cada localidade. Antes que seja tarde demais.



Tantos lares sobrelotados! Tantos hotéis vazios!
Os idosos que estão em lares sem condições sanitárias, sem garantia de distanciamento social que evite a propagação do coronavírus, devem ser transferidos para os muitos hotéis que estão sem clientes, ao longo de todo o País. Depressa e em força!

Os idosos internados em lares, à luz do que se sabe já hoje, constituem o grupo de maior risco na expansão da pandemia coronavírus. Têm, pois, de ser os mais protegidos de todos.

Se conseguirmos proteger os mais frágeis em tempo de pandemia, poderemos orgulhar-nos de nós próprios enquanto colectividade. Lembremo-nos que a força de uma sociedade mede-se pela capacidade de resistência dos seus mais fracos.

Paulo de Morais, artigo no Publico
Ler mais

Estado atribuirá à Banca 1700 Milhões, só em 2020

 ● 25/03/20
Paulo Morais: Em plena crise sanitária, Estado atribuirá à Banca 1700 Milhões euros, só em 2020


Foto: António Pedro Santos/Lusa. Edição PG.


Em plena crise sanitária, Marcelo (Presidente) pediu ao Ministro Centeno - que suprimiu verbas aos Hospitais para dar aos Bancos - para continuar no Governo. Para continuar com esta prática?

E ainda... promulgou um Orçamento de Estado que deveria vetar, pois o Estado atribuirá à Banca 1700 Milhões de Euros, só em 2020.

Eles não resolvem o problema, eles são o problema!
Paulo de Morais

Ler mais

«Há sempre hienas e abutres na desgraça» Joana Amaral Dias

 ● 24/03/20

JOANA AMARAL DIAS

Há sempre hienas e abutres na desgraça. Então os laboratórios privados estão a fazer 2,6 milhões de euros de lucro por dia com os testes ao coronavirus, cobrando 150 euros ou mais por cada um.

Simultaneamente, vários hospitais privados ou pedem esse valor ou dizem que não fazem o teste. Da mesma forma, CUF, Lusíadas ou Luz recusam-se a atender pessoas infectadas ou suspeitas.

Mas afinal, o estado de emergência não tem como um dos grandes objectivos regular preços, controlar os meios de produção e as cadeias de distribuição? Para que serve afinal?! Admitem-se estes agiotas?

Enfim, está na hora do governo, tão lesto a fazer a requisição civil a estivadores ou motoristas de substâncias perigosas, avançar para esse dispositivo.

É urgente atribuir ao ministério da saúde a organização central destes recursos, e ao ministério da economia a autoridade para regular e monitorizar a distribuição de meios essenciais.

video: Joana Amaral Dias

Ler mais

«Utilizem, de Norte a Sul e de imediato, os hotéis que estão vazios» Paulo Morais

A sobrelotação é a principal vulnerabilidade. É pois urgente colocar todos estes idosos em condições de maior espaçamento. Não percam tempo!


(a foto é do Público / Paulo Pimenta / edição PG)

NÃO PERCAM TEMPO. NÃO DEIXEM OS LARES SUPERLOTADOS, ENQUANTO OS HOTÉIS ESTÃO VAZIOS: Os idosos internados em lares constituem o grupo de maior risco na expansão da pandemia Corona Vírus. Têm pois de ser os mais protegidos de todos.

Em muitos casos, em particular no interior, alguns lares estão sobrelotados, a contaminação pelo pessoal de serviço é uma ameaça permanente. E, a haver contaminação, podem todos os idosos de uma mesma instituição ser afectados, como já aconteceu em Famalicão e Vila Real.

Estes são apenas os primeiros exemplos de um pesadelo que se anuncia. A sobrelotação é a principal vulnerabilidade. É pois urgente colocar todos estes idosos em condições de maior espaçamento.

Utilizem, de Norte a Sul e de imediato, os hotéis que estão vazios. Por cedência, em regime de comodato, com a colaboração dos hoteleiros, a custos reduzidos e, se necessário, por requisição pública.

NÃO PERCAM TEMPO. NÃO DEIXEM OS LARES SUPERLOTADOS, ENQUANTO OS HOTÉIS ESTÃO VAZIOS.
Paulo de Morais

Ler mais

Raquel Varela: Um falhanço desastroso!

 ● 22/03/20
Foi isso que aconteceu em Itália, foi de um hospital que a epidemia se espalhou. Idem para os lares de idosos, já deviam ter sido protegidos há meses! Que falhanço!



Raquel Varela: Costa, o incompetente de voz firme.

Vou desenhar. Se não protegemos os médicos e enfermeiros e pessoas de saúde não protegemos ninguém. Podemos ter mais de 20% de infectados entre estes sectores, ou seja, serem eles, que nos estão a salvar, a principal cadeia de contágio e doença.

Foi isso que aconteceu em Itália, foi de um hospital que a epidemia se espalhou. Idem para os lares de idosos, já deviam ter sido protegidos há meses! Que falhanço Governo! Que falhanço! Como é isto possível?

Não, não meço a competência da DGS e do Ministério pela voz doce, nem a de Costa pela voz firme, mas pelas acções concretas. Um falhanço desastroso! Cadeias de contágio em hospitais e lares de idosos, falharam em tudo!

Há a versão de Trump, o menino mimado que não responde a jornalistas que o contrariam, e a versão lusa soft, os jornalistas não contrariam o Governo porque este "faz o melhor que pode, nem dormem, coitados".

Deixem de ter 4 anos de idade, cidadãos. São os nossos médicos, enfermeiros que estão em risco, os nossos idosos. O Governo falhou. E continua a falhar. Não fazem nem o melhor que podem, nem o que quem sabe lhes diz para fazer. Reagem à pressão, tarde, e mal. Um desastre!
Ler mais

«Os bancos vão ter que comer e calar» Joana Amaral Dias

 ● 17/03/20
Covid-19: Foram salvos muitos Barões e muitos Bancos. Agora é nossa vez de sermos resgatados.


JOANA AMARAL DIAS:

Com um economia tão frágil, é evidente que com a pandemia muitos vão perder o seu salário, o emprego, o seu poder de compra. Milhares de empresas não facturam nem um terço, os cidadãos não consomem, enfim, a paragem vai ser profunda e abrupta.

O governo tem que, rapidamente (até porque a taxa de poupança das famílias portuguesas é muito baixa por via dos rendimentos de miséria) negociar com a Banca apoio a famílias e empresas, nomeadamente períodos de carência do pagamento dos empréstimos (bem melhor do que linhas de crédito).

Onde anda Mário Centeno? Agora que o cenário não lhe convém desapareceu de cena?!

Nestes últimos 10 anos, os contribuintes injectaram na banca 20 ou 30 mil milhões de euros para acudir aos delinquentes financeiros. Agora que há uma guerra biológica da qual os cidadãos não têm qualquer responsabilidade, é a vez das ajudas serem para as populações.

Nestes tempos, todos seremos recrutados para acudir à nossa sociedade e a banca não pode viver na caverna, na lei da selva e do mais forte, do salve-se quem puder.

Devem também ser suspensas durante este período as cobranças coercivas de dívidas, penhoras de contas bancárias, etc. Foram salvos muitos Barões e muitos Bancos. Agora é nossa vez de sermos resgatados.

video: Joana Amaral Dias

Ler mais