Portugal Glorioso

Como gelar bebidas em 4 minutos

 ● 22.6.18 0  ●


Quando necessitar de gelar latas ou garrafas de bebidas, pode fazer isso em apenas 4 minutos. É muito fácil. Tudo o que vai precisar são guardanapos de papel e um congelador. Esta técnica serve para latas ou garrafas de quaisquer tamanhos.

1. Enrole um guardanapo na garrafa ou lata. (veja a foto)

2. Leve à torneira, abra a água ensopando o guardanapo.

3. Com tudo molhado leve ao congelador, durante exactamente 4 minutos.

Explicação: Como o guardanapo é muito fino, quando molhado e no congelador, congela rapidamente. A garrafa, em contacto directo com uma substância congelada, fica cada vez mais gelada também.

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O esplendor do politicamente idiota - Miguel Sousa Tavares

 ● 20.6.18 1  ●
Que haja portugueses que tenham vergonha desta história e queiram reescrevê-la numa espécie de museu de autoflagelação é problema deles. Mas não pode ser problema dos outros. O dinheiro dos nossos impostos não pode servir para fazer um museu contra a nossa História, contra uma História que foi tão grandiosa que, se calhar por isso mesmo, nem a conseguimos entender, na nossa pequenez actual.


O esplendor do politicamente idiota
(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 28/04/2018)


Pobre Fernando Medina, do que ele se foi lembrar: fazer um Museu das Descobertas, ou dos Descobrimentos, em Lisboa! Uma ideia que pareceria absolutamente consensual e necessária e que só pecava por tardia, parece que se transformou numa polémica que já suscitou a indignação de mais de uma centena de historiadores e “cientistas sociais”, trazida a público num abaixo-assinado de professores de diversas Universidades, portuguesas e estrangeiras — se bem que, para dizer a verdade, quase todas de segundo plano, as Universidades, e quase todos, portugueses, os professores, com excepção de alguns, que presumo brasileiros, em decorrência dos nomes que ostentam e que só podem ter origem em antepassados portugueses e não em avós balantas ou mesmo tupi-guaranis.

Antes de, com a devida vénia e indisfarçável terror, entrar na polémica, deixem-me confessar a minha ignorância preliminar relativamente a duas questões, seguramente menores: desconheço quase por completo, não só os nomes, mas, sobretudo, a importância dos ditos historiadores para o que, num português em voga mas não recomendável, chamam “a riqueza problematizante” do que ora os ocupa; e desconheço ainda mais o que faça ao certo um cientista social que o torne uma autoridade na matéria.

Isto posto, e indo ao fundo da controvérsia, estas cem excelentíssimas autoridades indignam-se, em suma, contra o maldito nome do nascituro museu. Porque a questão, dizem eles, é que chamar-lhe Museu das Descobertas ou dos Descobrimentos, “não é apenas um nome, é o que representa enquanto projecto ideológico”. Este, esclarecem, é o projecto ideológico do Estado Novo, “incompatível com o Portugal democrático”. Bravo, António Ferro, o SNI continua vivo, os Descobrimentos portugueses mais não foram do que a antecâmara do colonialismo e o Estado Novo o seu apogeu e desfecho natural! O “mar sem fim português”, de que falava Pessoa, outra coisa não era, afinal, do que o Portugal do Minho a Timor, de que falava Salazar.

Pois, bem, se a palavra “descobertas” envolve um “projecto ideológico” de conotações maléficas, isso significa que as excelentíssimas autoridades têm outro projecto ideológico que se opõe e resgata este. Qual seja, e abreviando, chamar a atenção, por exemplo, para que os povos alegadamente descobertos pelos portugueses não se terão sentido descobertos, porque, de facto, já lá estavam. É um argumento tão fantástico, que, de facto, é irrebatível. Mas, salvo desconhecida opinião, ninguém sustenta que Vasco da Gama criou do nada o samorim de Calicut, que os Jesuítas encontraram o Tibete despovoado ou que Pedro Álvares Cabral celebrou a primeira missa em Terras de Santa Cruz para uns fantasmas vestidos de índios. Não, o que eles fizeram foi encontrar as rotas, marítimas ou terrestres, que ligaram o Ocidente e a Europa ao Oriente e às Américas, pondo em contacto dois mundos até aí sem contacto algum (com a excepção parcial das viagens de Marco Polo, por via terrestre, e as viagens marítimas, sem sequência científica ou outra, dos vikings). O que se sustenta é que não foi o samorim que se deu ao trabalho de largar o seu luxuoso trono e apanhar uma low-cost para a Europa, mas o Gama que se arriscou a ir mar fora naquelas cascas de noz ao seu encontro. Na época, isso significou — em termos de navegação, de cartografia, de indústria naval, de rotas comerciais e de avanços científicos em todas as áreas — um pulo de uma dimensão nunca antes e raras vezes igualado depois, na história da Humanidade. Sem falar das terras virgens que descobrimos e dos que não descobriram povos, dos que navegaram em pleno desconhecido, movidos por um verdadeiro sentido de descoberta tão extremo e destemido que só poderemos classificar como quase demência: Bartolomeu Dias dobrando o Cabo da Boa Esperança sem saber o que iria encontrar do outro lado; Fernão de Magalhães procurando insanamente o Estreito que ainda hoje tem o seu nome, ligando o Atlântico ao Pacífico e provando que a terra era redonda e circum-navegável em toda a sua extensão; os irmãos Corte-Real desbravando o limite extremo do norte navegável. Todos eles em mar aberto e em terra de ninguém, onde seria impossível às excelentíssimas autoridades encontrarem forma práctica de dar execução a outro dos argumentos arrolados para o conceito ideológico do seu museu: “Valorizar as experiências de todos os povos que estiveram envolvidos neste processo”.

Enfim, e sempre resumindo, vem depois o argumento da escravatura. É incontornável e eu subscrevo-o: deve estar referenciado num museu sobre as Descobertas, e subsequente colonização portuguesa. Sem esquecer, porém, que não foram os portugueses que inventaram a escravatura, mas apenas aproveitaram o comércio de escravos que encontraram florescente nas costas oriental e ocidental de África. E sem esquecer também que, sem desculpar o que foi a tragédia da escravatura, não há erro mais simplista de cometer do que julgar a História pelos padrões éticos contemporâneos. E estou à vontade no assunto, pois escrevi um romance histórico cujo tema central era a escravatura em São Tomé e Príncipe e em que, apesar de ela ter durado até à primeira metade do século XX (!), não encontrei, curiosamente, entre tanta fonte pesquisada e tanto historiador preocupado, nenhum trabalho histórico de referência que a contemplasse.

Não resisto a uma palavra aos invocados historiadores brasileiros que assinam esta petição. Conheço muito, de ver e de ler, da herança história de Portugal no Brasil — e tenho um profundo orgulho nela. Todos os ciclos de prosperidade histórica do Brasil, ligados às riquezas naturais, tirando o primeiro — o do pau-brasil, irrelevante, em termos económicos — foram feitos graças a árvores levadas para lá pelos portugueses: a cana de açúcar, a borracha, o cafeeiro, até os coqueiros, que levámos da Índia. E o ouro, o célebre ouro, roubado pelo D. João V? Ah, o ouro do Brasil! Do célebre “quinto real” (tudo o que cabia à Coroa), nem um quinto cá chegou. O resto? Perguntem a todas as ‘Lava-Jato’ que saltearam o Brasil, desde 1822. Pedras, monumentos? Tudo o que ficou de pé é português: no Pará, em Pernambuco, em Salvador, em Minas, no Rio, em Paraty, onde quiserem. E o Amazonas, cujo desbravamento por Pedro Teixeira é uma aventura assombrosa de coragem e persistência e cuja colonização, que incluiu a construção dos sete fortes de fronteira, erguidos com pedras de granito levadas de Portugal a mando do marquês de Pombal, e a que o Brasil ficou a dever milhões de quilómetros quadrados de floresta virgem preciosa, e que foi, no dizer do grande historiador brasileiro Joaquim Nabuco, “talvez a maior extraordinária epopeia de todos os Descobrimentos portugueses”? É bem provável que os brasileiros não saibam nem queiram saber dessa história. Os portugueses não sabem com certeza. Mas deviam saber.

Que haja portugueses que tenham vergonha desta história e queiram reescrevê-la numa espécie de museu de autoflagelação é problema deles. Mas não pode ser problema dos outros. O dinheiro dos nossos impostos não pode servir para fazer um museu contra a nossa História, contra uma História que foi tão grandiosa que, se calhar por isso mesmo, nem a conseguimos entender, na nossa pequenez actual. Tudo isto me faz lembrar o que escreveu no início de um poema uma senhora que, por acaso, era minha mãe: "Navegavam sem o mapa que faziam/ Atrás deixando conluios e conversas/ Intrigas surdas de bordéis e paços...".

Para terminar: já me tinha pronunciado sobre isto antes. Antes de esta irrepetível oportunidade para fazer uma coisa bem feita ter sido capturada pela intelligentsia ociosa dos abaixo-assinados. Mas volto ao que então escrevi: eu não queria apenas um Museu das Descobertas em Lisboa. Queria um Museu de Portugal e do Mar ou dos Portugueses e o Mar. Onde coubesse também a história de duas outras extraordinárias epopeias que o comum dos portugueses e dos estrangeiros que nos visitam desconhece: a nossa contribuição única e indispensável na história da pesca à baleia (juntamente com os cabo-verdianos), no Atlântico e Pacífico, e na história da pesca ao bacalhau à vela, na Gronelândia e norte do Canadá. Desse modo se tornaria patente que não foi por um simples acaso, nem para espalhar a fé e o império, ou apenas para trazer a pimenta e a canela da Índia, que este pequeníssimo povo, entalado entre o fim da Europa e o mar, escolheu o mar como destino. E, porque o espaço tem relação directa com isso, porque está miseravelmente desaproveitado, porque é lindo e porque sai mais barato aos contribuintes, queria vê-lo na Cordoaria Nacional.
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«Os primeiros a desembarcar fomos nós, é verdade. Houve descobertas» Clara Alves

 ● 19.6.18 0  ●

"A história da expansão portuguesa é notável. É extraordinário que não tenha um Museu", diz Clara Ferreira Alves.



Polémica Museu das Descobertas - intervenção de Clara Ferreira Alves no O Eixo Do Mal: "Os primeiros a desembarcar fomos nós, é verdade. Houve descobertas, estão lá, nos sítios. Portugal tem uma história da expansão notável... e é extraordinário que não tenha um Museu".
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ENTREVISTA:
Eduardo Lourenço não vê necessidade de "crucificar" passado português

Eduardo Lourenço comentava, em entrevista à agência Lusa, a polémica relacionada com um possível "Museu das Descobertas", em Lisboa, que motivou uma carta aberta, publicada em abril no jornal Expresso, de dezenas de historiadores que se opõem ao conceito por trás da designação, e teve já várias outras -- a favor e contra -- desde então.

"Não sei por que é que neste momento parece haver uma necessidade de crucificar este velho país em função de uma intenção louvável, mas que ainda não redime aqueles que querem realmente a redenção, aqueles que foram objecto de uma pressão forte como o do nosso domínio enquanto colonizadores, de uma certa época", afirmou.

O filósofo confessou ainda não entender este movimento, quando, independentemente das consequências negativas, como a escravidão, as descobertas tiveram na génese uma motivação "louvável" e quando tantos outros países da Europa cometeram "crueldades" muito maiores.

"Já não podemos reparar nada, que essas coisas não têm reparação, mas podia ser [este movimento] um gesto que se justificasse por uma espécie de maldade particular e única que nos afastasse da consideração de país civilizado, de um continente civilizado chamado Europa, mas não", afirmou.

Na opinião de Eduardo Lourenço, as "crueldades" de Portugal não podem ser queimadas "na mesma fogueira" de outros, para salvar o país 'a posteriori' daquilo que já não se pode emendar.

"Uma parte desses senhores que subscrevem esse documento têm as suas razões, são historiadores, conhecem, mas houve tragédias na Europa que não são da nossa alçada, que fomos os mais pacíficos, dos povos do sul da Europa", disse, lembrando "outras nações, outras culturas, que fizeram passar a Europa por períodos de facto muito difíceis de aprovar nas suas intenções, caso da Alemanha, da França e de outros países".

O ensaísta, que hoje comemora 95 anos, no mesmo dia em que se dá a antestreia de um documentário inspirado na obra "O Labirinto da Saudade", acrescentou ainda nunca ter visto "um grande discurso a autojustificar aquilo que se passou no Leste durante mais de 100 anos e que também não foi nada de que [se possam gloriar] enquanto europeus, ou simplesmente enquanto seres humanos".

"Mas enfim, cada um faz a penitência que julga mais adequada à visão que tem da História. Eles são historiadores, terão as suas razões, eu tenho a minha: acho extraordinário, num momento em que a Europa é quase toda ela democrática, que, de facto, um país com menos problemas graves e de difícil resolução no mundo seja objeto desta espécie de penitência pública", afirmou.

Evocando ainda colonizações mais violentas, como a dos espanhóis no México ou no Peru, disse: "nunca vi este acto quase de tribunal de inquisição ser convocado metaforicamente para pôr na pira a história do nosso pequeno país, que não o merece". (fonte DN)
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«Portugal vai arder outra vez» Joana Amaral

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Já se sabe que o planeamento e o longo prazo não rendem votos. E é por isso que Portugal vai arder outra vez.

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Como sabem, ontem cumpriu-se o primeiro ano da chacina de Pedrogão.
Teria sido muito importante assinalar este dia de luto tranquilamente, ou seja, com a consciência de que tudo foi feito para tudo mudar. Infelizmente, não foi assim.

Durante estes 12 meses não se fez o essencial: uma política de gestão e ordenamento florestal, libertando-a dos interesses gulosos das celuloses e apostando numa revitalização do interior. Tomaram-se algumas medidas como a limpeza das matas e das faixas, mas o que é essencial e estrutural, ficou para as calendas. Pois é. Já se sabe que o planeamento e o longo prazo não rendem votos. E é por isso que Portugal vai arder outra vez.

Joana Amaral Dias

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Matemática alternativa: 2+2=? Cuidado com os burros convictos

 ● 12.6.18 0  ●

Quando a burrice toma conta da sociedade!



Matemática alternativa 
2+2=? (alguns peritos dizem 4, outros dizem 22). Um problema sério retratado com humor em 7 minutos. Não é por um acaso que nas redes sociais, e fora delas, o 'achismo' tomou o lugar dos factos e das provas!

"A cultura da ignorância presente nas sociedades contemporâneas europeias e ocidentais, prisioneiras do 'achismo' e do generalismo, da mediocridade, do voyeurismo e do exibicionismo primários, está a alimentar aquilo a que poderemos chamar de ‘utopia das pequenas e simples coisas’.

A sociedade em que vivemos julga-se muito superior e culta, mas em muitos domínios está capturada pela ignorância. Pela ditadura do imediatismo, pela dependência do generalismo. (...) Uma coisa é certa: nunca tivemos tantos ignorantes em lugares de responsabilidade. Pública e não pública."(olharaocentro@sol.pt)
"O maior inimigo de um governo é um povo culto." (Jô Soares)
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Áustria expulsa 60 líderes muçulmanos e fecha sete mesquitas

 ● 9.6.18 0  ●

"As sociedades paralelas, o Islão político e a radicalização não têm lugar no nosso país", disse Kurz.


Também as famílias dos imãs podem ser expulsas do país, anunciou o chanceler austríaco. O número pode chegar aos 150


Até 60 imãs financiados a partir do estrangeiro podem ser expulsos da Áustria. O anúncio foi feito esta sexta-feira por Sebastian Kurz, chanceler do país, que justificou a decisão com o facto de se tratar de uma operação contra àquilo a que chamou "Islão político".

"As sociedades paralelas, o Islão político e a radicalização não têm lugar no nosso país", disse Kurz. Provavelmente, também as famílias dos imãs expulsos vão ser forçadas a abandonar a Áustria. No total, refere o jornal "The Local", cerca de 150 pessoas estão em risco de perderem o direito de residência.

A juntar à lista, Kurz confirmou ainda que vão ser encerradas sete mesquitas. As decisões, explicou, foram tomadas na sequência de uma investigação da autoridade de assuntos religiosos, que encontrou imagens de crianças vestidas de soldados a recriarem uma das primeiras batalhas da I Guerra Mundial. Segundo o diário "El País", as fotografias mostravam os miúdos com roupa camuflada, a saudar a bandeira da Turquia.

A mesquita no centro da polémica e que fez desencadear as decisões do Governo é gerida pelas Associações Culturais Turco-Islâmicas, que também já lamentou as imagens divulgadas.

Entretanto, o porta-voz da presidência turca já criticou a decisão da Áustria, considerando-a como "racista" e "anti-islâmica". "Fechar sete mesquitas e deportar imãs com uma fraca justificação é o reflexo do "anti-islão, racismo e onda de populismo discriminatório que se vive no país", descreveu Ibrahim Kalin nas redes sociais. (Expresso)
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