Portugal Glorioso

"Não consigo engolir esta lei que o Parlamento aprovou" diz Moita Flores

 ● 23.4.18 0 0  ●
Aos dezasseis anos? Um jovem pode decidir mudar de sexo, uma opção definitiva sobre o seu futuro, quando o mesmo Estado não os deixa viajar sem autorização dos pais?



Marcelo prepara-se para vetar lei sobre mudança de sexo aos 16 anos - Divisão no Parlamento no momento da aprovação do diploma também pesa na decisão.

Mudança de sexo aos 16 anos?


Antes de ir ao assunto, devo dizer que sou indiferente às opções sexuais de cada um. Não é pelo sexo, pelo género, pela religião ou pela raça que se mede o mérito ou o demérito de cada um. Ainda por cima acredito que é o direito à diferença que pode potenciar a igualdade e a alteridade cívica.

Dito isto, não consigo engolir esta lei que o Parlamento aprovou. Aos dezasseis anos? Num tempo em que muitos adolescentes ainda estão a descobrir a sua sexualidade, assim como a aprender o mundo? Aos dezasseis anos? Um jovem ou uma jovem pode decidir mudar de sexo, uma opção definitiva sobre o seu futuro, quando o mesmo Estado não lhe permite tirar uma carta de condução? Que não lhe permite votar para os órgãos de soberania? Que impede que seja julgado como um cidadão porque se lhe reconhece responsabilidade atenuada? Que não os deixa viajar sem autorização dos pais ou dos encarregados de educação?

Sou capaz de ser bota de elástico e os nossos deputados, grandes iluminados cujo pensamento não entendo. Não se lhe reconhece capacidade ou discernimento para eleger esses mesmos deputados mas aceita-se discernimento de adolescentes, ainda putos, para mudar de sexo aos dezasseis anos? Isto é normal? É possível. Desculpem qualquer coisinha, mas não compreendo tão grandes inteligências!

Francisco Moita Flores
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«Isto é absolutamente dramático para a democracia portuguesa» Ricardo Costa sobre Manuel Pinho

 ● 21.4.18 0 0  ●

Salgado suspeito de pagar 1M€ a Manuel Pinho para favorecer GES e EDP


Ricardo Salgado vai ser constituído arguido no processo EDP, suspeito de ter pago 1 milhão euros ao ex-ministro Manuel Pinho através de transferências mensais. fonte: http://sicnoticias.sapo.pt

Ricardo Costa e José Gomes Ferreira comentaram este processo.

O director de Informação da SIC diz que "isto é absolutamente dramático para a democracia portuguesa. Pela primeira vez na nossa democracia existe um facto que são transferências mensais para alguém enquanto ministro, do seu anterior empregador". Gomes Ferreira lembra que "Manuel Pinho foi o ministro que em 2007 prolongou mais 25 anos a concessão de barragens à EDP, por 3 vezes menos do valor calculado por Bancos de Investimento".

Recorde-se que na altura, a Comissão Europeia decidiu abrir um inquérito por considerar o preço pago pela EDP demasiado baixo e o tempo de concessão muito longo.
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Joana Amaral ARRASA Eduardo Catroga

 ● 9.4.18 1 1  ●
É preciso ter muito topete e soberba pegajosa para pavonear-se balofo e andar por aí, tal é a impunidade, a jactar-se da riqueza que acumulou à custa de explorar o país. Eduardo Catroga encarna bem o regime pútrido.




(Entrevista na edição 727 da Revista SÁBADO)

Eduardo Catroga deu uma entrevista onde balsou: "Tenho uma base patrimonial de tal forma que podia viver sem ordenado e sem pensões." Enfim, mais um escarro à cara de muitos portugueses que, mesmo com os seus salários, mesmo com as suas pensões, não conseguem (ou mal conseguem) sobreviver.

É preciso ter muito topete e soberba pegajosa para pavonear-se balofo e andar por aí, tal é a impunidade, a jactar-se da riqueza que acumulou à custa de explorar o país.

Mas enfim, não nos devíamos espantar pois este é o fidalgote que se referiu às negociações com a troika como pelos púbicos e que se ofereceu a António Costa para fazer contactos com o mesmo pudor de um sevandija.

Eduardo Catroga encarna bem o regime pútrido. Foi gestor no Grupo Mello, ministro das Finanças de Cavaco Silva e pai das primeiras parcerias-publico-privadas que chupam os cofres públicos. Voltou à vida política após Passos Coelho ter assumido a liderança do PSD, coordenando o Programa de Governo e negociando o memorando da troika.

O acordo foi desastroso e, ainda por cima, cravejado de falhas técnicas, mas claro que, novamente, Catroga não foi alvo de qualquer responsabilização política. Pelo contrário. Na fúria privatizadora da época, entregou a maior fatia da eléctrica portuguesa ao gigante energético China Three Gorges e depois, como não há almoços grátis, foi promovido a Chairman da EDP.

Mais promiscuidade nem numa orgia romana narrada por Petrónio.

Eduardo, Edu, Dudu, agora de saída da empresa, diz que podia viver sem salário. Grande porra. Para além do obeso pé-de-meia que terá encaixado, sai da eléctrica mas continua a trabalhar para regime ditatorial chinês, mantendo o salário que diz não precisar. Aí uns 600 mil ao ano. Já agora, a pensão é cerca de 9 mil por mês. E não, não foi para isto que fizemos o 25 de Abril.

Joana Amaral Dias
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«Um país onde ainda se morre de frio» Joana Amaral Dias

 ● 3.3.18 0 0  ●

País frio

Estrangeiros da EDP podem ficar com o melhor de dois mundos - monopólio privado e subsídios públicos.



Vem mau tempo e logo milhares de pessoas ficam sem energia durante vários dias, escolas e estabelecimentos comerciais encerram, famílias enregelam em casa, comida estraga-se nos frigoríficos, graves prejuízos agrícolas, desespero. Já António Mexia, o presidente executivo da EDP, embolsou 2,29 milhões de euros em 2017. Mais 15% do que em 2016.

Quando a EDP- construída e paga pelos portugueses- era pública, considerava-se inaceitável e inimaginável que uma única freguesia ficasse às escuras tanto tempo. E não ficava. Agora que é dos chineses e americanos, várias localidades ficam em apagão continuado porque só interessam os ganhos e não o controlo de um bem estratégico para Portugal ou servir as populações.

Exacto. Os lucros da eléctrica crescem só que agora esse dinheiro (1113 milhões em 2017) não vai para os cofres do Estado.

Aliás, embolsar 3 milhões de euros diariamente, cobrar uma das electricidades mais caras da Europa e ainda receber rendas milionárias que mesmo este governo mantém, só num país em que o Mexia lixa o mexilhão. Em que estrangeiros podem ficar com o melhor de dois mundos - monopólio privado e subsídios públicos. Em que meia dúzia brinca aos pobrezinhos e os outros são mesmo pobres.

Um país onde ainda se morre de frio.

Joana Amaral Dias
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«Portugal está nas mãos das celuloses» Miguel Sousa Tavares

 ● 1.3.18 0 0  ●

"O que está a acontecer no rio Tejo é uma selvajaria absoluta"




Poluição no Tejo:
São três grandes empresas que têm o país na mão.
O maior cancro deste país, e digo isto as vezes que forem necessárias, é a indústria das celuloses e do papel. São três grandes empresas que têm o país na mão. (...) Diz-se que o negócio do papel representa mil e trezentos milhões de exportações, isso não é nada comparado com os danos milionários que causam a Portugal. É uma vergonha o que se passa em Portugal. (Miguel Sousa Tavares)

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«Os governantes corruptos devem ser perseguidos em toda a parte» Paulo Morais

 ● 25.2.18 0 0  ●



"O ex-presidente Lula da Silva foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do tríplex do Guarujá, investigado no âmbito da Operação Lava Jato." Os governantes corruptos devem ser perseguidos: na Europa, na América Latina, na Ásia, em África, em toda a parte. Sejam de direita, de esquerda, de qualquer quadrante.

Paulo de Morais

actualização Jan2018:
Tribunal nega recurso. Lula condenado a 12 anos e um mês de prisão
O recurso apresentado por Lula da Silva foi negado pelos três juízes de Porto Alegre, com a pena do antigo presidente a aumentar para 12 anos e um mês.

Com o voto unânime dos juízes desembargadores, o Tribunal Regional Federal da 4.ª região negou o recurso apresentado por Lula da Silva, no âmbito da Operação Lava Jato. A justiça brasileira confirmou, assim, a condenação do antigo Presidente brasileiro e aumentou a sua pena de nove anos para 12 anos e um mês. O julgamento demorou sete horas.
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Afinal quem paga a manutenção da Ponte 25 Abril?

 ● 24.2.18 0 0  ●
Ouvi a "Quadratura do Círculo" e fiquei de boca aberta quando percebi que apesar de a ponte 25 de Abril estar concessionada, quem paga a manutenção da ponte é o CONTRIBUINTE. Ou seja, a receita das portagens não é usada para manter a ponte. Porra! Chega de roubar os contribuintes. Mas este país não tem vergonha?
(Norberto Pires)



A PONTE 25 de ABRIL NÃO TEM um Sistema de MANUTENÇÃO permanente. Tem um proprietário concedente (Infraestruturas de Portugal (Estado português)), um concessionário rodoviário (Lusoponte), um concessionário ferroviário (Fertagus) - mas ninguém assume a responsabilidade por um sistema de manutenção permanente.
A sua segurança tem sido garantida apenas pelo Cristo-Rei, ali ao lado.
(Paulo de Morais)

A PONTE É UMA PASSAGEM / Eu gostava tanto de ter um negócio com o Estado em que eu recebia os rendimentos de um Activo e o Estado pagava as despesas desse Activo.
(Pedro Almeida Vieira)
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«Vergonha! A Altice está-se borrifando» Joana Amaral Dias

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Subiu oficialmente para 113 o número de mortos dos incêndios.
Na esquecida aldeia da Macieira (Sertã), a cidadã Maria Martins, de 80 anos, sentiu-se mal e o marido (com pouca visão e mobilidade) andou mais de dois quilómetros a pé, pela floresta, para pedir ajuda porque continuam sem fixo em casa.



113 não é número
A Altice está-se borrifando para quem não lhes dá grande lucro.


Subiu oficialmente para 113 o número de mortos dos incêndios do Verão passado.
Na esquecida aldeia da Macieira (Sertã), a cidadã Maria Martins, de 80 anos, sentiu-se mal e o marido (com pouca visão e mobilidade) andou mais de dois quilómetros a pé, pela floresta, para pedir ajuda porque continuam sem fixo em casa. Quando os bombeiros chegaram, a sua mulher já estava morta. Este casal esperou meses a fio e pediu insistentemente para que voltassem a ligar o telefone. Só que não ligaram.

Pois é. A Altice está-se borrifando para quem não lhes dá grande lucro. Vergonha!
De resto, a multinacional francesa foi sempre sacudindo a água do capote perante as suas muitas falhas nas tragédias de 2017 e nada lhe acontecerá por não ter cumprido o serviço a que está obrigada, tal como não sucedeu ao SIRESP, que até viu mesmo os seus contratos renovados.

Enfim, há sectores que são decisivamente estratégicos para qualquer Nação digna desse nome e que, em circunstância alguma, podem ser entregues aos privados e a estrangeiros que visam apenas lucrar.

113. Como é? Há ou não o regresso deste bens preciosos das redes de emergência, protecção civil e telecomunicações para as mãos do Estado? Ou ainda esperam pelo 114, 115, 116…. ? Alô, Portugal? Está aí alguém?

Joana Amaral Dias, CM.
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