«Portugal não gastou quase nada em copos e mulheres»

0  ● 22.3.17 0



Ricardo Araújo Pereira responde a Dijsselbloem:




O presidente do Centro de Estudos Políticos de Marvila contraria as declarações do presidente do Eurogrupo, segundo o qual os países do sul gastam todo o dinheiro em copos e mulheres:
"Eu acho que a gente não gastou quase nada. Portugal devia gastar muito mais em gajas e pinga.
O problema é que a malta gastou tudo em homens. Andámos a enfiar notas de 500 na cueca do Salgado".

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Carta ao Embaixador da Holanda: de uma mulher do sul

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Nos últimos anos comecei a trabalhar com os estivadores e conheci os de Roterdão (...) Bom, estes estivadores abrem-me a porta do carro, tratam-me por professora, falam baixo e com bons modos, abrem a porta de um restaurante para eu passar à frente.





Ex.mo Senhor Embaixador da Holanda,

Sou uma mulher do sul, filha de uma senhora do sul, e de um senhor alentejano, ainda mais a sul que o sul. A primeira vez que fui à Holanda foi com os meus pais, e o meu irmão, em 1986 ou 87. Fomos de carro pela Europa, queríamos conhecer o continente em que tínhamos nascido, fomos e somos europeus. Eu tinha 9 anos. Foi uma aventura por 7 países. Fui depois para a Holanda trabalhar, em adulta, já mãe, doutorada, e na Holanda tenho amigos - um casal dos quais me acolheu na sua casa como filha, na terra do queijo, Gouda. Aprendi muito na Holanda.

Também vi cenas chocantes, como montras em Amesterdão de mulheres - todas migrantes - à venda numa rua, a que dão o nome de distrito vermelho e a legitimidade da legalidade da venda de carne humana. Vermelho para mim na Holanda são os estivadores que fizeram a grande greve contra a deportação dos judeus em 1941 - aí em frente da Sinagoga portuguesa de Amesterdão, como sabe. Foi uma das maiores greves de toda a II Guerra Mundial porque todo o norte de Amesterdão, incluindo os operários navais - que aí continuo a estudar, na sua e na minha Holanda - aderiram a ela. Contra o decreto de trabalho forçado para as fábricas de guerra da Alemanha nazi.

E é por causa dos estivadores que lhes escrevo - nos últimos anos comecei a trabalhar com os estivadores e conheci os de Roterdão, ameaçados de despedimento colectivo pela introdução de gruas automáticas que vão elevar as taxas de remuneração financeiras de um porto de facto privatizado e destruir a vida deles e das suas famílias - uma faixa de mar de mercadorias essenciais de todos que se tornou numa renda fixa dos empréstimos e fundos de pensões da banca europeia, que o Presidente do Eurogrupo representa.

Bom, estes estivadores abrem-me a porta do carro, tratam-me por professora, falam baixo e com bons modos, abrem a porta de um restaurante para eu passar à frente. Além disso quando se encontram com os estivadores espanhóis, portugueses ou gregos abraçam-nos, chamam-lhes "irmão" em vez de chamar p...à mãe deles e bêbado ao pai, que por acaso nem sequer têm dinheiro para comer para pagar os negócios que os seus bancos e os nossos bancos fizeram, como aquele holandês que deu 2 milhões de luvas para uma casa em Vale de Lobo, com garantias de um banco público, 1 milhão a Armando Vara e outro milhão a uma construtora, que os colocou num paraíso fiscal e agora são imparidades da CGD que infelizmente tomam o nome de recapitalização - onde anda esse holandês, Sr. Embaixador?

Pergunto-me, Sr. Embaixador, para evitar outra guerra mundial, em que mais uma vez, cedo ou tarde, os senhores serão invadidos pela Alemanha, e mantermos todos um nível de civilização e chá, não era de se convidar um estivador para presidir ao Eurogrupo?

Com consideração e respeito
Raquel Varela

Investigadora honorária do IIISH Amsterdam, onde coordena o estudo mundial dos operários navais; co-relatora do projecto Automação nos portos (UNL) para o Sindicato Internacional dos Estivadores (IDC). Investigadora da UNL-Portugal.

Veja: Ricardo Araújo Pereira responde a Dijsselbloem:
«Portugal não gastou quase nada em copos e mulheres»

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EDP aderiu ao perdão fiscal: «é indecente e imoral»

0  ● 20.3.17 0



A EDP aderiu ao Plano Especial de Redução do Endividamento ao Estado (PERES) e com isso poupou 20 milhões de euros em juros. O programa é destinado a empresas e famílias em dificuldades, o que não é propriamente o caso. No ano passado, a eléctrica nacional teve um lucro de quase mil milhões de euros. (SICN)

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A EDP anuncia no seu último relatório e contas que aderiu ao PERES, o programa especial de regularização de dívidas ao Estado, e que por causa disso, em vez de pagar 76,7 milhões do total do imposto, juros e coimas reclamados pelo Estado, desembolsou 57,3 milhões, conseguindo assim uma poupança de 19,4 milhões. Não é ilegal. Mas é seguramente bastante indecente e imoral.

O PERES foi criado com o objectivo específico de possibilitar a empresas e a famílias em dificuldades, sem capacidade para cumprir as suas obrigações fiscais, que o pudessem fazer com isenção de juros e coimas e através do pagamento faseado até 150 prestações. Ora não consta que a EDP seja uma empresa em dificuldades. Os quase mil milhões de euros de lucros que apresentou no ano passado provam isso mesmo. Logo, o que a EDP fez foi tornear o espírito da lei para por essa via obter uma vantagem que não deveria ter.

Nicolau Santos (expresso)

veja, Paulo Morais: É preciso um CHOQUE ELÉCTRICO.
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«Mais uma vitória da liberdade de expressão» Paulo Morais

0  ● 17.3.17 0
Paulo Morais já venceu na justiça oito processos que foram movidos após opiniões e declarações suas.



É uma vitória da democracia e liberdade de expressão." Paulo Morais reage desta forma à decisão judicial que entendeu não julgar o ex-candidato à Presidência da República, acusado pela Porto Editora de ofensa a pessoa colectiva. Em causa, declarações de Paulo Morais sobre a cartelização no mercado dos manuais escolares. Além deste processo- -crime, a Porto Editora entregou também uma queixa cível, ainda sem decisão conhecida. 

A justiça já foi favorável a Paulo Morais em oito processos movidos após opiniões e declarações do professor universitário pelo empresário de Leiria Cerejo Bastos, pelo deputado do CDS-PP Altino Bessa, pelo ex- -presidente do Tribunal de Contas Guilherme d’Oliveira Martins, pelo advogado Sérvulo Correia (dois processos), pelo ex-autarca de Vila Nova de Gaia Luís Filipe Menezes, pelo Grupo Lena e agora pela Porto Editora. 

Neste último caso, a editora alegou "prejuízo ao bom-nome e reputação da empresa". Paulo Morais afirmara que "o mercado de livros escolares no ensino básico está dominado por três editoras", que "têm ao seu serviço um conjunto de políticos que, no Ministério da Educação e na Assembleia da República, pela via, mais uma vez, da corrupção, ficam de cócoras". Razão pela qual os manuais não são gratuitos, como defende. O docente universitário escreveu, no CM, que as editoras "actuam em oligopólio (...), controlam os governantes e tentam manipular os professores e os pais".

* * * *

MAIS UMA VITÓRIA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO! Continuarei, com ânimo redobrado e forte convicção, a denunciar os casos de mau uso dos recursos públicos e os abusos cometidos sobre os cidadãos. Continuarei a emitir a minha opinião no exercício de um direito fundamental que todos temos de defender: o de LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Paulo Morais
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Sampaio precisa de dizer que fez tudo bem. Mas continua a ser o fraco líder que fez fraca a forte gente

0  ● 16.3.17 0



Jorge Sampaio diz em livro que fez tudo bem. Em 2004 nomeou o PM honrando a matriz britânica, respeitadora das maiorias parlamentares. Ignorou os melhores conselhos do círculo afirmando a responsabilidade unipessoal do cargo e o inabalável sentido de Estado.

Quatro meses depois, na semana em que o PM foi confirmado em congresso como líder com mais de 80% dos votos, com uma maioria parlamentar sem sismas, o mesmo Jorge Sampaio dissolveria a AR invocando uma série de episódios que se absteria de enunciar (sic). «Estava farto de Santana Lopes!», diz agora em livro. Para melhor legitimar o acto, 'larga os cães', destapa as infâmias então ditas pelos assessores.

Faz da subjectividade, motivo oficial; atribui à injúria maior solidez do que ao voto; decide com o estado de alma e não com o Estado de direito. E conta a sua história para que faça História.

Mas os arquivos e as boas memórias sabem que o PR titubeou, durante três semanas, sobre o que fazer com a saída de Durão enfraquecendo a solução natural. Voltou a balançar, meses a fio, entre o que decidira e o que não decidira, sacudindo o Governo que nomeara sem convocar eleições. Cederia depois aos conselheiros fazendo perecer a independência do 'unipessoal' acabando por dissolver a AR na véspera de uma política fiscal e fiscalizadora para a banca e logo depois de o PS ter a liderança organizada.
A banca sossegou por uns anos. Sampaio abriu as portas do poder a um PM que arruinou o País e que espera julgamento depois das grades. Sampaio precisa de dizer que fez tudo bem. Mas continua a ser o fraco líder que fez fraca a forte gente.

Inez Ponce Dentinho
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«Uma VERGONHA, ou melhor SEM-VERGONHA» Paulo Morais

1  ● 11.3.17 1


O correspondente da RTP em Luanda foi trabalhar para a Sonangol. Depois de 8 anos a fazer fretes ao regime corrupto de Eduardo dos Santos, com a conivência da Direcção de Informação da RTP, vai agora ser recompensado e trabalhar na empresa do regime angolano. Uma VERGONHA, ou melhor SEM-VERGONHA.

Paulo de Morais

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Correspondente da RTP nomeado assessor da Sonangol
11 março 2017
Luanda - Paulo Catarro que recentemente anunciou deixar a RTP ao final de 27 anos ao serviço da estação pública portuguesa foi contratado para trabalhar como assessor do gabinete de comunicação e imagem da Sonangol cujo diretor é o angolano Mateus Cristóvão.
fonte: Jornal Folha 8
http://jornalf8.net/2017/paulo-catarro-semeoue-recompensa-ai-esta/


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Hernâni Carvalho arrasa Direcção Nacional da PSP

0  ● 18.2.17 0



Armas da polícia encontradas nas mãos de criminosos.
Arsenal desviado de depósito na Direcção Nacional da PSP.


"Se é possível roubar o que quer que seja da direcção nacional da PSP, não há lugar seguro em Portugal. Por muito menos, qualquer comandante punha o lugar à disposição. (...) Temos o país a falar que desapareceram armas... e o director nacional da PSP não diz nada!? Se o director da PSP não fala, falou a ministra da Administração Interna, que deu um 'bigode' ao director da PSP", comentário de Hernâni Carvalho sobre 'armas roubadas da PSP'.

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