Portugal Glorioso

«Os primeiros a desembarcar fomos nós, é verdade. Houve descobertas» Clara Alves

 ● 19.6.18 0 0  ●

"A história da expansão portuguesa é notável. É extraordinário que não tenha um Museu", diz Clara Ferreira Alves.



Polémica Museu das Descobertas - intervenção de Clara Ferreira Alves no O Eixo Do Mal: "Os primeiros a desembarcar fomos nós, é verdade. Houve descobertas, estão lá, nos sítios. Portugal tem uma história da expansão notável... e é extraordinário que não tenha um Museu".
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ENTREVISTA:
Eduardo Lourenço não vê necessidade de "crucificar" passado português

Eduardo Lourenço comentava, em entrevista à agência Lusa, a polémica relacionada com um possível "Museu das Descobertas", em Lisboa, que motivou uma carta aberta, publicada em abril no jornal Expresso, de dezenas de historiadores que se opõem ao conceito por trás da designação, e teve já várias outras -- a favor e contra -- desde então.

"Não sei por que é que neste momento parece haver uma necessidade de crucificar este velho país em função de uma intenção louvável, mas que ainda não redime aqueles que querem realmente a redenção, aqueles que foram objecto de uma pressão forte como o do nosso domínio enquanto colonizadores, de uma certa época", afirmou.

O filósofo confessou ainda não entender este movimento, quando, independentemente das consequências negativas, como a escravidão, as descobertas tiveram na génese uma motivação "louvável" e quando tantos outros países da Europa cometeram "crueldades" muito maiores.

"Já não podemos reparar nada, que essas coisas não têm reparação, mas podia ser [este movimento] um gesto que se justificasse por uma espécie de maldade particular e única que nos afastasse da consideração de país civilizado, de um continente civilizado chamado Europa, mas não", afirmou.

Na opinião de Eduardo Lourenço, as "crueldades" de Portugal não podem ser queimadas "na mesma fogueira" de outros, para salvar o país 'a posteriori' daquilo que já não se pode emendar.

"Uma parte desses senhores que subscrevem esse documento têm as suas razões, são historiadores, conhecem, mas houve tragédias na Europa que não são da nossa alçada, que fomos os mais pacíficos, dos povos do sul da Europa", disse, lembrando "outras nações, outras culturas, que fizeram passar a Europa por períodos de facto muito difíceis de aprovar nas suas intenções, caso da Alemanha, da França e de outros países".

O ensaísta, que hoje comemora 95 anos, no mesmo dia em que se dá a antestreia de um documentário inspirado na obra "O Labirinto da Saudade", acrescentou ainda nunca ter visto "um grande discurso a autojustificar aquilo que se passou no Leste durante mais de 100 anos e que também não foi nada de que [se possam gloriar] enquanto europeus, ou simplesmente enquanto seres humanos".

"Mas enfim, cada um faz a penitência que julga mais adequada à visão que tem da História. Eles são historiadores, terão as suas razões, eu tenho a minha: acho extraordinário, num momento em que a Europa é quase toda ela democrática, que, de facto, um país com menos problemas graves e de difícil resolução no mundo seja objeto desta espécie de penitência pública", afirmou.

Evocando ainda colonizações mais violentas, como a dos espanhóis no México ou no Peru, disse: "nunca vi este acto quase de tribunal de inquisição ser convocado metaforicamente para pôr na pira a história do nosso pequeno país, que não o merece". (fonte DN)
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«Portugal vai arder outra vez» Joana Amaral

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Já se sabe que o planeamento e o longo prazo não rendem votos. E é por isso que Portugal vai arder outra vez.

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Como sabem, ontem cumpriu-se o primeiro ano da chacina de Pedrogão.
Teria sido muito importante assinalar este dia de luto tranquilamente, ou seja, com a consciência de que tudo foi feito para tudo mudar. Infelizmente, não foi assim.

Durante estes 12 meses não se fez o essencial: uma política de gestão e ordenamento florestal, libertando-a dos interesses gulosos das celuloses e apostando numa revitalização do interior. Tomaram-se algumas medidas como a limpeza das matas e das faixas, mas o que é essencial e estrutural, ficou para as calendas. Pois é. Já se sabe que o planeamento e o longo prazo não rendem votos. E é por isso que Portugal vai arder outra vez.

Joana Amaral Dias

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Matemática alternativa: 2+2=? Cuidado com os burros convictos

 ● 12.6.18 0 0  ●

Quando a burrice toma conta da sociedade!



Matemática alternativa 
2+2=? (alguns peritos dizem 4, outros dizem 22). Um problema sério retratado com humor em 7 minutos. Não é por um acaso que nas redes sociais, e fora delas, o 'achismo' tomou o lugar dos factos e das provas!

"A cultura da ignorância presente nas sociedades contemporâneas europeias e ocidentais, prisioneiras do 'achismo' e do generalismo, da mediocridade, do voyeurismo e do exibicionismo primários, está a alimentar aquilo a que poderemos chamar de ‘utopia das pequenas e simples coisas’.

A sociedade em que vivemos julga-se muito superior e culta, mas em muitos domínios está capturada pela ignorância. Pela ditadura do imediatismo, pela dependência do generalismo. (...) Uma coisa é certa: nunca tivemos tantos ignorantes em lugares de responsabilidade. Pública e não pública."(olharaocentro@sol.pt)
"O maior inimigo de um governo é um povo culto." (Jô Soares)
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Áustria expulsa 60 líderes muçulmanos e fecha sete mesquitas

 ● 9.6.18 0 0  ●

"As sociedades paralelas, o Islão político e a radicalização não têm lugar no nosso país", disse Kurz.


Também as famílias dos imãs podem ser expulsas do país, anunciou o chanceler austríaco. O número pode chegar aos 150


Até 60 imãs financiados a partir do estrangeiro podem ser expulsos da Áustria. O anúncio foi feito esta sexta-feira por Sebastian Kurz, chanceler do país, que justificou a decisão com o facto de se tratar de uma operação contra àquilo a que chamou "Islão político".

"As sociedades paralelas, o Islão político e a radicalização não têm lugar no nosso país", disse Kurz. Provavelmente, também as famílias dos imãs expulsos vão ser forçadas a abandonar a Áustria. No total, refere o jornal "The Local", cerca de 150 pessoas estão em risco de perderem o direito de residência.

A juntar à lista, Kurz confirmou ainda que vão ser encerradas sete mesquitas. As decisões, explicou, foram tomadas na sequência de uma investigação da autoridade de assuntos religiosos, que encontrou imagens de crianças vestidas de soldados a recriarem uma das primeiras batalhas da I Guerra Mundial. Segundo o diário "El País", as fotografias mostravam os miúdos com roupa camuflada, a saudar a bandeira da Turquia.

A mesquita no centro da polémica e que fez desencadear as decisões do Governo é gerida pelas Associações Culturais Turco-Islâmicas, que também já lamentou as imagens divulgadas.

Entretanto, o porta-voz da presidência turca já criticou a decisão da Áustria, considerando-a como "racista" e "anti-islâmica". "Fechar sete mesquitas e deportar imãs com uma fraca justificação é o reflexo do "anti-islão, racismo e onda de populismo discriminatório que se vive no país", descreveu Ibrahim Kalin nas redes sociais. (Expresso)
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«Os portugueses podiam viver magnificamente se não existisse corrupção» Paulo Morais

 ● 8.6.18 0 0  ●

Paulo Morais: "Gostava de ver o património da família Salgado confiscado pelo Estado português"


Numa entrevista explosiva ao i, Paulo Morais, presidente da Frente Cívica, diz que o dinheiro do antigo presidente do BES podia ser usado no combate a corrupção. Morais insurge-se contra a corrupção no país, contra as PPP rodoviárias e deixa várias críticas a organismos e figuras do Estado Português.



Corrupção em Portugal

Numa entrevista ao jornal "i"Paulo Morais acredita que os "portugueses estão fartos" da corrupção e defende que a grande adesão a mecanismos informáticos para tratar de assuntos financeiros e administrativos (como a entrega do IRS pela Internet) é uma prova de tal.

O político destaca alguns casos específicos de corrupção que ficaram famosos – enumera a Expo 98, o Euro 2004, os submarinos, as Parcerias Público-Privadas ou o BPN (um caso que diz ter custado 7 mil milhões de euros aos portugueses). "Este sistema está dominado pela corrupção e os portugueses podiam viver magnificamente se ela não existisse", refere.

Fala ainda do caso das Minas de Neves Corvo (a segunda maior jazida de cobre do mundo) e pergunta-se o que beneficia o Orçamento de Estado destas minas. "É uma situação idêntica à que acontece nos poços de petróleo em Angola, em que o benefício para o povo angolano é quase nenhum".

Ainda sobre este tema, Morais dá o exemplo do artigo 104.º da Constituição Portuguesa que diz que os bens de consumo devem ser taxados de modo proporcional, e são principalmente onerados os artigos de luxo. "Mas em Portugal quem dormir num hotel de luxo paga IVA a 6%; um pobre, que viva num bairro social, paga electricidade com IVA a 23%. Isto é onerar particularmente produtos de luxo?!", pergunta. O presidente da Frente Cívica termina a dizer que a maior corrupção em Portugal é o sistema fiscal.

Paulo Morais acusa também uma "elite com pés de barro" de se preocupar apenas em educar os filhos mandando-os para boas universidades para que "eles tomem conta do aparelho do Estado e eternizem os mecanismos de compadrio e tráfico de influências a que nos habituámos desde meados do século XIX".

A corrupção, porém, não está apenas patente nos organismos políticos: "o que acontece muitas vezes é que quando as pessoas vêem os chefes e os chefes dos chefes envolvidos em esquemas de corrupção, tentam tirar também elas alguma vantagem", defende o presidente da Frente Cívica.

Justiça portuguesa

Confrontado com questões sobre a justiça portuguesa e alguns casos mais mediáticos, Paulo Morais aponta duas situações que deveriam ser alvos de mudança: primeiro, defende que é preciso criar mecanismos de organização das diligências que garantissem que estas decorrem dentro dos prazos impostos e assim impedir a "eternização" de processos nos tribunais; segundo, afirma que é preciso extinguir a possibilidade de "pena suspensa" e as pessoas que forem condenadas devem poder recorrer, como prevê a lei, mas devem estar a cumprir pena efectivamente.

"Uma das vantagens da actual PGR é não andar no circuito de croquetes com ministros e deputados"

Na entrevista ao i, o político afirmou também que o mandado de Joana Marques Vidal, Procuradora Geral da República, deve ser renovado (apesar de declarações contrárias feitas por Francisca Van Dunem há alguns meses) e que esta contribuiu muito para o combate à corrupção no país. Para o entrevistado, a PGR tem uma maior capacidade de intervenção que o seu predecessor (Pinto Monteiro) e que a ministra da Justiça "devia ter sido demitida" depois de afirmar que ia mudar a PGR no início do ano.

Caso Fizz, Operação Marquês e o BES

Mantendo a sua posição controversa e franca, Paulo Morais revolta-se contra o facto de Ricardo Salgado manter o seu património intacto: "Quero que quando as pessoas forem condenadas cumpram efectivamente as penas e devolvam à sociedade os activos que retiraram". O político defende também que parte dos activos destes casos devem ser usados no combate à corrupção, tal como acontece no Brasil.

Sobre o caso Fizz, Morais diz que graças a isto "os angolanos sabem hoje que podem vir a Portugal lavar dinheiro, comprar o que lhes apetecer (…) que no final os processos vão todos parar a Angola e são amnistiados". Para o entrevistado, Portugal demonstrou que pessoas com determinado estatuto e ligadas ao presidente angolano podem fazer o que quiserem em Portugal.

Acusa ainda as pessoas que estiveram nos dois governos de Sócrates (um "político corrupto", segundo o mesmo) e que passaram 4 ou 6 anos com ele de serem co-responsáveis por tudo o que se passou – "tal como os que estiveram com Salazar são cúmplices de fascismo", compara Paulo Morais.

Litigâncias no tribunal

Paulo Morais contou ao jornal i que tem 17 vitórias em tribunal em casos de denúncia, difamação e processos do género, e que o preocupa é apenas a má utilização de recursos públicos usados apenas para "calar uma voz incómoda". (fonte Sábado)
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Tribunal confirma reforma de Jardim Gonçalves: «Ai meu Portugal. Que nojo!» Joana Amaral

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Enfim, cá estamos nós outra vez a forrar o cofre aos bandidos, a lavar-lhes a roupa suja e engraxar-lhes os sapatinhos. Quase 170 mil euros mensais mais mordomias no país com pensões de miséria, a cuspir os velhotes todos os dias para o olho da rua. Ai meu Portugal. Que nojo.



Tribunal confirma reforma milionária de Jardim Gonçalves.


O Tribunal de Sintra decidiu que Jardim Gonçalves, afinal, sempre vai para casa com uma pensão de 167 mil euros mensais. Mais carro, motorista e segurança. Ou seja, o ex-banqueiro cuja gestão danosa enterrou o BCP, o ex banqueiro que nos obrigou a todos a salvar mais um banco, que foi aos bolsos de todos os portugueses, voltou agora a arrombar-nos a porta de casa e só não vai ser ressarcido das despesas com o seu avioãozinho privado. São dois milhões de reembolsos.

Mais coisa menos coisa, é o mesmo que tinha que pagar de multa porque o fundador do BCP, além de ter sido condenado a dois anos com pena suspensa por crime de manipulação de mercado, levou várias coimas relativas à utilização de offshores para comprarem acções do banco, ocultando prejuízos e aumentando a cotação das acções, inflacionando os seus prémios de desempenho. Tinha que pagar mas não pagou, atenção. E não pagou porque o Banco de Portugal levou mais de 5 anos a enviar processo contra Jardim Gonçalves para os tribunais, sendo que a multa acabou por prescrever.

Enfim, cá estamos nós outra vez a forrar o cofre aos bandidos, a lavar-lhes a roupa suja e engraxar-lhes os sapatinhos. Quase 170 mil euros mensais mais mordomias no país com pensões de miséria, a cuspir os velhotes todos os dias para o olho da rua. Ai meu Portugal. Que nojo.

Joana Amaral Dias

video Joana Amaral na CMTV:


1 MÊS de reforma de Jardim Gonçalves sustentava creche durante 17 ANOS
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