«BE e PCP renderam-se às parcerias público-privadas» diz Paulo Morais

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Com o apoio do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista, o Orçamento de Estado de 2018 prevê pagar cerca de 1500 milhões (1498 milhões) de euros aos concessionários das Parceiras Público-privadas rodoviárias. Garante rendas milionárias aos concessionários, que mantêm taxas de rendibilidade superiores a 15%.

Este valor deveria ser, segundo estudos independentes, de apenas 400 milhões de euros — o correspondente ao valor patrimonial das PPP rodoviárias, 6,1 mil milhões, segundo avaliação do Eurostat. Só em 2018, o Estado português irá pagar 1100 milhões a mais do que deveria.

Com o apoio do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista, que tanto combatiam as parcerias público-privadas... até se lhes terem rendido!

Paulo de Morais
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A Estação de S. Bento, em 3 minutos

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A Estação de S. Bento, que serve principalmente a linha de ferroviária do Douro, foi construída no local do Convento de S. Bento da Avé-Maria, que foi totalmente demolido para dar lugar a este novo edifício.


Estação de São Bento.

"Se o exterior é certamente bonito, com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio principal que o fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por 20.000 esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos para o artista Jorge Colaço completar".



A criação de uma estação impunha-se faltando apenas definir o local e uma vez que o Convento se encontrava em degradação a Câmara aprovou o projecto e em Janeiro de 1888 a Direcção dos Caminhos de Ferro foram autorizadas a estudar o prolongamento da linha de Campanhã até às proximidades da Praça da Liberdade.

Assim procedeu-se à abertura dos túneis da Quinta da China, do Monte do Seminário e das Fontainhas. Foi exactamente a abertura destes túneis que ditou a demolição do mosteiro.

Em 7 de Novembro de 1896 chega o primeiro comboio, ainda sem estação, este acto marcou a inauguração oficial da linha férrea. Contudo a construção da estação como a conhecemos só teve inicio a 22 de Outubro de 1900, estávamos no reinado de D. Carlos e de Dª Amélia que presidiram ao assentamento da primeira pedra da nova estação, que manteve parcialmente o nome do antigo Convento - S. Bento.

Em Agosto de 1915 foram assentados os azulejos na gare da estação. No total 551 m2 de superfície a decorar com os mais belos painéis do género existentes em Portugal. Cada painel representa uma cena da história nacional. Neles podemos encontrar: a entrada triunfal de D. João I e o seu casamento com Dª Filipa da Lencastre no Porto, em 1386, a conquista de Ceuta, 1415 e o Torneio de Arcos de Valdevez,1140.


Entrada na cidade do Porto de D. João I para casamento com Filipa de Lencastre.

A estação de caminhos-de-ferro de São Bento, no Porto, foi considerada pela edição on-line da revista norte-americana "Travel+Leisure", como uma das "16 estações mais bonitas do mundo".

A revista de turismo e lazer, que afirma ter 4,8 milhões de leitores, destaca na estação de São Bento os painéis de azulejos da entrada: "Se o exterior é certamente bonito e traz-nos à memória a arquitectura parisiense do século XIX, com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio principal que o fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por 20.000 esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos para o artista Jorge Colaço completar".

Video: A Estação de S. Bento em 3 minutos.


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«Oprah Winfrey não é a minha heroína» Raquel Varela

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Eu não sorrio ao lado de homens que me ameaçaram, sexual ou moralmente, sejam eles directores, reis, presidentes ou operários.


O cantor Seal gerou polémica ao insinuar, num post no Instagram, que Oprah Winfrey sabia do comportamento de Harvey Weinstein - produtor acusado de dezenas de abusos sexuais. Na imagem, Oprah aparece a dar um beijo no rosto de Harvey, com o texto: "Quando você faz parte do problema há décadas...mas de repente todos acham que você é a solução". Seal completou com a hashtag "Hollywood hipócrita".


Oprah Winfrey não é a minha heroína

por: Raquel Varela

Não me revejo no feminismo dominante, cujo epicentro é agora Hollywood. Não me representam. Oprah Winfrey - conservadora, bilionária, líder de programas "lixo", juíza em directo, sem garantias de protecção de direitos dos acusados - não é a minha heroína. Ser negra e mulher em nada atenua o facto de que é um ser humano, disposta a fazer justiça sem provas, em nome de todos, uma espécie de Maria Antonieta dos tempos modernos, a líder moral que decide sozinha quem é culpado e quem é inocente, de preferência em directo na TV. Mais do que coragem ela reflecte a profunda decadência das sociedades ocidentais em que os media substituem os tribunais. Não muito longe de Trump nos métodos, essa é a dura verdade da crise de civilização norte-americana. Não a autorizo a usar-me, como mulher, para o seu exército.

Quero deixar a minha opinião inequívoca sobre isto por mais que incomode tanto o fanatismo actual que confunde luta de ideias com imposição de ideias.

Uma operária violada, como conheci centenas de casos relatados no estudos que fiz sobre o final do salazarismo, porque dependia do trabalho para alimentar os filhos, não pode - não pode jamais - ser equiparada a uma estrela que está 20 anos calada para ganhar milhões e nesses 20 anos é fotografada sorridente ao lado daquele que hoje diz que a agrediu sexualmente durante esses 20 anos.

Estas mulheres são em primeiro lugar vítimas da sua ambição e é acintoso, imoral comparar operárias ou trabalhadoras que sofreram na pele o terror sexual em nome da sobrevivência, a estrelas à procura de um lugar de topo na carreira mais competitiva do mundo. Eu não sorrio ao lado de homens que me ameaçaram, sexual ou moralmente, sejam eles directores, reis, presidentes ou operários. E não é porque eu sou uma mulher forte que teve a sorte de nascer num lugar confortável, é porque eu tenho balizas morais e princípios claros na vida.
(...)
Lamento, mas como mulher, não acho que todas as mulheres estão no papel de vítimas. Há muitas mulheres no mundo que fazem parte do jogo de dominação e desigualdade da sociedade actual e que estão a cavalgar uma situação real - a desigualdade de género - para disputar espaço nas carreiras pondo assim em causa uma das mais nobres causas que temos, a luta pela igualdade social.
(...)
Mas nada disso autoriza a uma nova onda inquisitorial em que os justos pagam por pecadores. Lamento, como mulher, que aquilo que era uma esperança, um movimento de mulheres sério e empenhado em luta pela liberdade e justiça seja dirigido hoje não pelas mulheres clarividentes que conheço neste campo, mas por arrivistas sociais movidas pelo ódio contra os homens. Não me representam.

video: Raquel Varela na RTP3.



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«Ministra da Justiça de Portugal ao serviço de Angola» diz Paulo Morais

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Se o desfecho não for favorável ao país africano, "Portugal tomará, a seu devido tempo, conhecimento das posições que Angola vai tomar", asseverou João Lourenço.


Francisca Van Dunnem: 
Ministra da Justiça de Portugal ao serviço do regime de Angola.
O Presidente angolano João Lourenço entrou em conflito aberto com o Ministério Público português, liderado pela Procuradora-Geral Joana Marques Vidal. O diferendo tem origem no julgamento em curso de Manuel Vicente por corrupção, em Lisboa. O regime angolano pretende a transferência do processo para Luanda. O que é manifestamente impossível, porque em Angola Manuel Vicente goza neste momento de imunidade; e seria, muito provavelmente, mais tarde, abrangido por uma oportuna amnistia. Tem pois de ser julgado por corrupção em Portugal.

Ora, no mesmo momento em que João Lourenço ameaça Portugal e exige a transferência do processo para Angola, em conflito com o Joana Marques Vidal que não permite (e bem!) que tal aconteça - a Ministra da Justiça Van Dunnem vem anunciar que a Procuradora-Geral de Portugal está de saída. Ou seja, João Lourenço pode "estar descansado", porque a actual Procuradora-Geral irá deixar de "importunar" o novo poder angolano. Francisca Van Dunnem, perante um conflito entre um Chefe de Estado estrangeiro e o Ministério Público português, não hesitou: de forma subserviente, colocou-se de cócoras perante o dirigente estrangeiro. Com esta atitude, indigna de um estado democrático, esquece a autonomia da Justiça num regime em que há separação de poderes. E -pior! - envergonha Portugal.

Finalmente, note-se que Manuel Vicente é o ex-vice-presidente de Angola, cujo apoio Lourenço quer garantir. E recorde-se que Van Dunnem é de origem e família angolana, o que torna o caso muito mais grave.

Paulo de Morais

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«Estamos perante uma boçal politização da justiça» Joana Amaral

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Ler a Constituição da República Portuguesa não é como ler folhas de chá ou as linhas da mão. A Constituição não diz (e ponto final) que não há segundo mandato para a Procuradoria Geral da República. Portanto, a não recondução de Joana Marques Vidal é um acto político que, aparentemente, visa afastar alguém que tem tido a coragem e a verticalidade de confrontar e enfrentar poderosos. A não ser que a própria venha a terreiro declarar o seu desinteresse em continuar no cargo, estamos perante um saneamento político, uma boçal politização da justiça.

Joana Amaral Dias

«Francisca Van Dunnem: Ministra da Justiça de Portugal ao serviço do regime de Angola»
diz Paulo de Morais.

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