No dia 21 de Agosto 1770, a Austrália o quê?

0  ● 21.8.17 0
"O responsável oficial pela descoberta da Austrália pelos norte-europeus foi o Capitão James Cook, que reclamou o vasto continente para a coroa do Reino Unido no dia 21 de Agosto de 1770 e lhe chamou Nova Gales do Sul. Porém, e sem contar com a colonização aborígene verificada há cerca de 40 000 anos, a viagem do Capitão Cook foi apenas o corolário de várias expedições exploratórias aos mares do Sul em busca do mítico continente do Sul. Nestas viagens, a Austrália teria sido visitada, segundo alguns investigadores, por portugueses (em 1522, por Cristóvão de Mendonça e em 1525 por Gomes de Sequeira), sendo certas as visitas dos neerlandeses a vários pontos da costa australiana a partir do século XVII".
(Wikipédia)
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Sempre me fez confusão esta chico-espertice dos Ingleses em insistirem neste erro, ano após ano, com a complacência e o deixa andar dos nossos governantes/instituições responsáveis.
Parecem cucos que fazem seus, os ninhos dos outros...

A verdade é só uma:
Foram os portugueses os primeiros Europeus a chegarem à Austrália, cerca de 250 anos antes de Cook a ter reclamado. E isso está mais que provado (ver aqui), com mapas, nomes de locais com cheirinho português, dois canhões e artefactos de pesca encontrados, etc.etc. e, se recuarmos um pouco no tempo, verificamos que uns anos antes o navegador António Abreu (a sua efígie está no Padrão dos Descobrimentos, portanto não era nenhum patrão de costa...) teria "supostamente" aportado à Austrália.



Nem fazia sentido que uma vez chegados a Timor, só se de repente fôssemos desprovidos de neurónios dar-nos uma branca ou cegueira colectiva, é que não dávamos com aquele continente que dista de Timor apenas 500 km.

Logo nós que navegámos pelas Gronelândias, Terra Nova/Canadá (João Vaz Corte-Real pode ser considerado o primeiro europeu a chegar à Costa Americana, 20 anos antes de Colombo), toda a costa de África, Brasil, que para chegarmos às Índias das especiarias e ultrapassarmos o Cabo das Tormentas, tivemos trabalhos esforçados muito mais do que permitia a força humana, segundo o nosso poeta. Navegámos por "seca e meca", fomos donos de meio mundo desde 1354 (quando arribámos às Canárias) e, depois de todas estas valências, querem-nos fazer acreditar que não vimos a Austrália mesmo à frente dos nossos narizes? Francamente!

O melhor é lermos o que nos dizem, um historiador Australiano e um historiador/filólogo Holandês:

«O primeiro contacto europeu com o continente do Sul teria sido efectuado por navegadores portugueses, embora não haja referências a esta viagem ou viagens nos arquivos históricos de Portugal. (*) A principal evidência para estas visitas não declaradas foi a descoberta de dois canhões portugueses afundados ao largo da baía de Broome na costa noroeste da Austrália. A tipologia dessas peças de artilharia indica serem de fabricação portuguesa, podendo ser datadas entre os anos de 1475 e 1525.

No livro, "Para além do Capricórnio", o historiador australiano Peter Trickett afirma que duas expedições portuguesas realizadas nos mares da Indonésia no primeiro quartel do século XVI teriam atingido o território australiano: a expedição de Cristóvão de Mendonça a partir de Malaca para o sul em busca das "ilhas de ouro"(1522), mas sobretudo a de Gomes de Sequeira (1525) que supostamente teria atingido a Península de York. Para reforçar esta tese evoca-se o estabelecimento pelos portugueses em 1516 (**) de um entreposto comercial em Timor, que fica a cerca de 500 quilómetros da Austrália.

Segundo o historiador e filólogo Carl von Brandenstein, os portugueses teriam naufragado no noroeste da Austrália Ocidental, perto da ilha de Depuch, entre 1511 e 1520, tendo sido os primeiros europeus a tocar a Austrália, de onde não puderam sair. Estes portugueses acabariam por se integrar com a população local, deixando marcas culturais assimiladas pelos aborígenes.

A fundamentação das suas teorias encontra-se na análise das línguas das etnias Ngarluma e Karriera (tribos da Austrália Ocidental), que apresentam particularidades que não se detectam nas outras línguas aborígenes, como o uso da voz passiva. Brandenstein apresenta também uma lista de palavras destas línguas que alega terem uma origem portuguesa (exemplos: thartaruga de tartaruga, monta/manta de monte, thatta de tecto)»

(*) - Perdeu-se muita documentação e mapas, aquando do terramoto de 1755. A digitalização ainda vinha longe...não fora esse desastre, a nossa História seria muito mais Gloriosa!

(**) - Há várias datas sobre a nossa chegada a Timor. Sempre pensei que foi em 1511, mas já li que mercadores Portugueses chegaram em 1512 à ilha da parte Leste, habitada pelo Povo Maubere e que a primeira fonte documental europeia conhecida, é uma carta de Rui de Brito Patalim a El-Rei D. Manuel,  datada de 6 de Janeiro de 1514, na qual são mencionados navios que tinham partido para Timor.
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Há muito mais literatura sobre este apaixonante tema. Aconselho, por isso, os leitores a pesquisar porque seguramente vão ter leitura, e da boa, para longas horas! Façam como eu, ler a nossa Gloriosa História é como ler as cartas da namorada!
(Hermínius Lusitano)
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Portugal a arder: Um crime organizado de destruição massiva!

0  ● 20.8.17 0



A meio do Verão já arderam mais de 140 mil hectares de floresta e mato. Nos últimos dias registaram-se mais de 200 incêndios em média por dia, as ignições essas contam-se aos milhares. Na maior parte dos casos o fogo aparece durante a noite, ou a partir das seis da tarde altura em que o vento sopra no máximo e o combate às chamas se torna mais difícil.
Já não restam dúvidas para a maior parte das pessoas no terreno, de que se trata de mão criminosa. Mas, estranhamente, o governo teima em falar de falta de limpeza e prevenção, raramente fala em intenção criminosa e nunca admite a hipótese de crime organizado.

Negócios da Semana desta quinta-feira na SICN, (video 6 minutos): Intervenção de Clemente Pedro Nunes - Engenheiro, Professor do Instituto Superior Técnico:

"Não há dúvidas de que isto é mão criminosa e que se trata de um acto de terrorismo organizado. O que se está a passar hoje em Portugal, é o mesmo que tivéssemos tido 2 ou 3 atentados terroristas!

No terreno neste momento é: deixem arder tudo, tentem salvar as pessoas, porque se morrem mais 10 ou 15 pessoas há uma crise politica grave. Ora, isto é intolerável. O que se está a passar, nas zonas do interior a norte do rio Tejo, é um verdadeiro crime organizado de destruição massiva!

Estamos perante uma situação que é gravíssima. O número de ignições é uma coisa absurda: 10 vezes mais que nos outros países. Se compararmos a área ardida em Portugal e Espanha, o factor de incidência em Portugal é 25 vezes maior do que em Espanha! Chegámos a um absurdo.

Nós não podemos ter mais um ano como este. A destruição patrimonial, a destruição social, a destruição demográfica que se está a passar em dezenas de milhares de quilómetros no território português, é inaceitável".
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«Não se dão votos de confiança a quem comete o mesmo crime 9 vezes» Hernâni Carvalho

0  ● 19.8.17 0


Incendiário com pena suspensa e libertado. Tribunal decidiu dar-lhe um voto de confiança


Quatro anos e nove meses de prisão, com pena suspensa, foi a pena aplicada ontem, pelo Tribunal de Aveiro, a um homem de 39 anos que ateou nove incêndios florestais entre Agosto e Novembro de 2016, em Águeda. O arguido, que estava em prisão domiciliária, com vigilância electrónica, saiu em liberdade do tribunal após a leitura do acórdão. Antes, o juiz presidente explicou: “Estão ainda bem presentes os últimos incêndios e o pânico e os prejuízos que isso causa nas populações, mas decidimos dar-lhe um voto de confiança, porque o senhor confessou os factos e porque temos a expectativa e a confiança de que não volte a repetir nenhuma conduta desta natureza”, referiu o magistrado. Durante o julgamento, o arguido mostrou arrependimento e justificou o seu comportamento, alegando que “andava descontrolado” devido à separação da companheira.
http://www.diarioaveiro.pt/noticia/21424
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Um Tribunal português suspendeu a pena a um homem que ateou nove incêndios.
Não se dão votos de confiança a quem comete o mesmo crime 9 vezes!!!!
As vítimas não têm votos de confiança. Morrem mesmo!

Hernâni Carvalho,
Jornalista
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«Basílio Horta deve retirar-se da Política» Paulo Morais

0  ● 10.8.17 0


Basílio Horta tinha uma conta no valor de 5.600 euros, que na verdade era de 5.600.000 euros. Lapso, diz ele.
Se é verdade esta confusão, Basílio Horta deve retirar-se da Política. Quem confunde cinco mil com cinco milhões, com este nível de distracção, não pode ocupar cargos de responsabilidade.
Se é uma mentira (ou inverdade), Basílio Horta é mais um dos muitos políticos mentirosos; e deve retirar-se da Política.

Paulo de Morais
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Paulo Morais escreve a Ferro Rodrigues: "É chegado o momento de reduzir o IVA na electricidade"

0  ● 5.8.17 0
"Paulo de Morais e Mário Frota, dois dos rostos da plataforma Frente Cívica, escreveram ao presidente da Assembleia da República a solicitar que os deputados procedam à reposição da taxa de 6% para o IVA da energia eléctrica no Orçamento do Estado para 2018."

Uma família pobre (são mais de dois milhões em Portugal) paga 23% de IVA na electricidade; enquanto uma família rica paga 6% numa estadia num hotel de luxo.
Continuamos (im)pacientemente à espera da resposta.

Paulo Morais, presidente da FRENTE CÍVICA



“Não se ignore que a energia eléctrica é um serviço de interesse geral, com propriedade, um serviço público essencial, como a lei a qualifica, que a título nenhum pode emparceirar, em termos de impostos, com os que se aplicam a produtos de luxo, como é flagrantemente o caso”, escrevem os dois dirigentes da Frente Cívica.

Defendem que a redução da taxa do IVA “é crucial para o reequilíbrio dos orçamentos das famílias, em particular das mais carenciadas (e tantas são, ainda que não abrangidas pelas tarifas sociais)”, comentam, mas também “de suma importância para a consecução de ganhos de competitividade pelas empresas”.

Ao PÚBLICO, Paulo de Morais diz estranhar que, três anos depois de findo o programa de assistência financeira, ainda ninguém se tenha lembrado disto. “O aumento da taxa do IVA na electricidade foi uma das medidas mais gravosas da austeridade. Muitas famílias não têm aquecimento em casa no Inverno, mesmo de classe média”, por causa do preço da energia eléctrica, e “muitos idosos que sofrem de doença pulmonar obstrutiva crónica morrem todos os anos por falta de aquecimento e pelas condições de humidade das suas casas”, sublinha.

Por outro lado, considera que a redução – ou reposição para a taxa que vigorava antes do programa, e que considera justa para um “bem essencial para a vida das pessoas” – terá também efeitos benéficos na economia, por aliviar a factura das empresas.

“Dada a imperiosa necessidade de reverter os sofrimentos impostos ao país por via das políticas austeritárias adoptadas nos amaríssimos anos do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, entende a Frente Cívica que é chegado o momento de repor o valor do IVA na electricidade, na sua taxa reduzida, regressando-se à forma primitiva”, lê-se na carta enviada a Ferro Rodrigues. A missiva pede ao presidente da Assembleia da República para “instar os senhores deputados” a reverter “uma das medidas mais dolorosas para a economia nacional adoptadas com alguma irreflexão nos últimos anos”.
Publico
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«Não me conformo com esta vilania» Moita Flores

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Num País culto, civilizado, corajoso, esta gentinha iria prestar contas pelo desleixo, pela desorganização, pelas políticas erradas que, nas últimas décadas, deixaram multidões mergulhadas na maior desgraça.



DESCARAMENTO: Em menos de dois meses, morreram 80 pessoas, mais de uma centena ficou ferida, algumas dezenas estão hospitalizadas devido às tragédias que assolam Portugal. O País arde, demónio à solta sem freio nos dentes, destruindo milhares de hectares, a vida construídas por milhares de pessoas reduzidas a cinzas. No mesmo período, em Espanha, com clima semelhante, arderam 20 mil hectares. Aqui, já ultrapassou os 110 mil. Os bombeiros estão esgotados, não há noite nem dia, enquanto o fogo destrói o passado e corta horizontes de futuro.

Os discursos oficiais, quer no continente quer na Madeira (onde uma só árvores matou treze pessoas!) são do ardil e da manha política, passando culpas, adiando responsabilidades, não enfrentando com seriedade o sofrimento de tanta gente. É preciso descaramento para usar o argumento de que agora vivemos o luto e depois trataremos das responsabilidades, como se uma coisa tivesse a ver com a outra.

Não foi o Ministério Público, não foi a PJ, não foram os responsáveis pela segurança local e nacional que morreram nos incêndios ou debaixo da árvore. Estão vivos e exige-se que procurem responsáveis. Porém, em vésperas de campanha eleitoral, o cinismo tornou-se mais descarado e é revoltante ver a forma como se adiam ajudas, explicações, usando o País como de um curral de servos se tratasse. Usar o luto como desculpa, é a mesma coisa que pedir a uma brigada de homicídios que não investigue a morte de alguém porque a família chora o falecido.

Não me conformo com esta vilania. Num País culto, civilizado, corajoso, esta gentinha iria prestar contas pelo desleixo, pela desorganização, pelas políticas erradas que, nas últimas décadas, deixaram multidões mergulhadas na maior desgraça. Não há pachorra para tanto oportunismo!

Francisco Moita Flores
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«Depois de se terem servido do Estado português, servem agora o Estado chinês» Paulo Morais

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Luís Amado, ex-ministro socialista, integra o Conselho Geral e de Supervisão da chinesa EDP. Depois de ter presidido à calamitosa falência do BANIF e de ter apadrinhado a entrada da Guiné Equatorial na Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Ao serviço dos chineses estão também, no mesmo Conselho, Eduardo Catroga e Braga de Macedo, (ex ministros do PSD), António Vitorino (PS) ou Celeste Cardona (CDS).

Em síntese: Depois de se terem servido do Estado português, servem agora o Estado chinês.

Paulo de Morais
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