Portugal Glorioso

Joana Amaral indignada com o INEM: «Que seja um alerta para todos os portugueses»

 ● 11/12/19 coment
Joana Amaral Dias indignada com a forma como o pai foi assistido pelo INEM: "Morreu sozinho em agonia dentro de uma ambulância que não dispunha dos meios para o acudir, duas horas depois da emergência ter sido accionada. Espero que isto seja um alerta para todos os portugueses. Estamos perante uma situação gravíssima. Pode acontecer a qualquer um".



Se os impostos que pagamos não servem para acudir em situações limite, servem para quê? Para salvar bancos? O meu pai sentiu-se mal às 9 da manhã. A ambulância foi chamada às 9.09 e, todavia, Carlos Amaral Dias só chegou ao hospital passava das 11. Já sem vida. Mais de duas horas depois.

Reparem que o trajecto da sua residência ao São José é bastante curto. O que aconteceu foi um cocktail fatal de acidentes, negligência e incompetência. Houve uma ambulância que avariou, mas também se verificaram demoras e a chegada do carro do INEM só com um técnico e sem o equipamento de reanimação como a situação estritamente ditava. O resultado foi a morte.

Pedimos autópsia e o INEM abriu um inquérito. Aguardamos os resultados. E se isto pode acontecer com um homem de 73 anos a viver no centro de Lisboa, pode suceder a qualquer um de 20 ou 30, em Viseu ou em Faro ou no interior desertificado. Pode acontecer a qualquer um, vivemos num país que cortou no essencial, deixou a gordura e talhou o osso, deixando as populações vulneráveis, desprotegidas e entregues à sua sorte. Pode acontecer-te a ti.

Verdade que o meu pai era um doente com diversas patologias graves cuja expectativa de vida era já limitada. Mas certamente merecia ter partido em paz e com outra tranquilidade, com a mão segura pelos que amava, com os olhos postos nos que tinha. Foi estudante de medicina em Coimbra. Esteve na crise de 69. Foi preso pela PIDE. Os meus pais tiveram uma espia em casa, a minha mãe também foi detida grávida do meu irmão. Lutaram pelos direitos de todos. Já médico, teve que ir para Angola fazer uma guerra que abominava. Depois, em Coimbra, deu os seus melhores anos ao serviço nacional de saúde no qual deixou talento e pele.

Morreu sozinho em agonia dentro de uma ambulância que não dispunha dos meios para o acudir. Que a sua partida sirva para que todos nós - e finalmente - rejeitemos este futuro. Profundamente grata pelo vosso apoio.
Joana Amaral Dias

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«Vera Jardim - Um símbolo deste regime decrépito» Paulo Morais

 ● 02/12/19 coment
Um símbolo (são muitos, até demais) deste regime moribundo.



VERA JARDIM, enquanto deputado, presidiu à Comissão Eventual Anti-Corrupção e era, simultaneamente, Presidente de um banco a favor do qual traficava influências, o BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria), a troco de senhas de presença que orçavam em trinta e seis mil euros por ano.

Defendeu que José Sócrates "para se defender, pode violar normas".

Sócio do Presidente Jorge Sampaio na Sociedade de Advogados "Jardim, Sampaio, Magalhães e Silva", que foi contratada para elaborar alguns contratos de parcerias público-privadas rodoviárias que penalizaram forte e ruinosamente o Estado. Um símbolo deste regime decrépito.

Paulo de Morais
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Quem ganha com a campanha do Banco Alimentar?

 ● 01/12/19 coment
Paulo Morais: Como enriquecer com a POBREZA, com o apoio do Presidente da República.


(foto: Lusa)

BANCO ALIMENTAR: Quem ganha com a campanha de recolha de alimentos para o Banco Alimentar?

Em primeiro lugar, os SUPERMERCADOS E GRANDES SUPERFÍCIES, que aumentam significativamente vendas nos dias de recolha. Como as margens de lucro se mantêm, os resultados do CONTINENTE e do PINGO DOCE disparam. Depois, ganha o ESTADO, que vê crescer, com o aumento de consumo, a receita fiscal. E, só no final, as famílias que recebem alimentos.

Isabel Jonet, presidente do BA, promove comercialmente Continente e Pingo Doce, pelo caminho integra os órgãos sociais do Banco BPI e ainda recebe o apoio do Presidente da República.

No mínimo dos mínimos, o "Pingo Doce" e o "Continente" (e outros...) deveriam devolver os lucros originados pelo acréscimo de facturação nos dias das campanhas. Ao Estado caberia devolver o IVA e auditar, com máximo rigor, a forma de distribuição dos alimentos.

Paulo de Morais
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Montepio: 'Buraco' de mil milhões

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Joana Amaral Dias: Mais mil milhões para o Montepio. Tudo graças ao delinquente financeiro Tomás Correia que fez do Banco um albergue de patifes...



Mais 700 milhões para o Novo Banco, não é? Pois é. E, em breve, mais mil milhões (no mínimo) para o Montepio. Tudo graças ao delinquente financeiro Tomás Correia (e seus muchachos, vulgo coutada do PS e maçónica) que quando esteve à frente do Banco fez dele um albergue de patifes (em conluio com Salgado e Sócrates), levando a instituição a perdas gigantes e a ser um covil de burlas, luvas e todos o tipo de esquemas.

Depois, este banqueiro avantesma que declarou não conseguir sobreviver com 60 mil euros mensais, também foi um descarrilamento à frente da Mutualista. Agora, ou os seus associados aumentam as suas contribuições, assumem um corte nos benefícios, ou vem a dita intervenção do Estado.

VEJA: Novo administrador do Montepio na lista dos devedores do Banco Portugal

Como o governo já eliminou as primeiras hipóteses e os ratos já começaram a abandonar o navio... No mercado é que não vão financiar-se de certeza posto que os investidores que emprestaram 500 milhões ao BCP a 3,8%, não arriscaram 150 milhões no Montepio, a 10,5%. Enfim, já sabem. Não há dinheiro. Urgências fechadas, saúde pública medíocre, creches atoladas, milhares em risco de pobreza. Se fossem bancos, já tinham sido todos salvos. (Joana Amaral Dias)

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Portugal perde 620 milhões com fuga fiscal das multinacionais

 ● 26/11/19 coment
Estado português fecha os olhos às multinacionais e perde milhões de euros em impostos que ficam por cobrar.



Não há dinheiro para a saúde ou para descongelar carreiras, não é? Mas há dinheiro para fechar os olhos à fuga fiscal das multinacionais. Portugal perde mais de 620 milhões de euros por ano - 11% da receita em IRC - em impostos sobre as empresas para paraísos fiscais na UE, com o Luxemburgo, a Irlanda ou Holanda. Isto enquanto acossa os pequenos Empresários e os contribuintes em geral.

E, mesmo assim, o Governo português bloqueia a lei que poderia evitar essa sangria, essas manobras de transferência de lucros. Isto é, há uma directiva europeia de 2017 que obriga as grandes empresas a declarar publicamente os seus volumes de negócios e impostos pagos em todos os países em que operam, aumentando o escrutínio do planeamento fiscal agressivo que, frequentemente, é eufemismo para fraude. Entre esses Estados que impedem este necessário progresso estão alguns dos mais conhecidos "refúgios fiscais" europeus: Malta, Chipre, Irlanda, Luxemburgo. E... Portugal. Bonito.
Joana Amaral Dias

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