«Rufam os tambores: eis o regresso de Sócrates»

0  ● 24.9.16 0



Quietos & Calados


A ética republicana não sobrevive a chefes de governo com este perfil.


Rufam os tambores, entoam as trompetas: eis o regresso de Sócrates à vida política. Ativa. Bom, na verdade, talvez nunca tenha muito bem saído, mas enfim. Comícios na província, universidade de Verão, almoço-homenagem. Outros carnavais se seguirão. Sem espinhas? Os seus defensores argumentam que não foi condenado e é apenas arguido sob investigação, gozando da presunção de inocência. Ok. Mas fora as suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais, é o próprio que admite que viveu durante anos na dependência financeira, ainda por cima secreta, de um empresário com contratos com o Estado. E isso, numa democracia madura e inteligente, não é admissível. Mesmo. Ponto final.

A ética republicana não sobrevive a chefes de governo, ainda para mais do centro-esquerda, com este perfil. Mas o PS, embora dividido, não se importa, promove até, limitando-se a criticar os meandros da justiça e as suas fragilidades. Das quais, óbvio, também é responsável. António Costa não quer saber ou não tem força e autonomia. Ou ambas. Mesmo a restante esquerda não pia. Come e cala. E assim se abriu o precedente, a caixa de Pandora. Doravante, terão também que aceitar "os males do mundo" aos governantes de direita. Ai Portugal, Portugal.

Joana Amaral Dias

Gomes Ferreira: Denúncias graves contra Jotinhas dos partidos

0  ● 23.9.16 0




José Gomes Ferreira, hoje no Opinião Pública da SICN, apontou o dedo aos Jotinhas dos partidos, diz que o tecido empresarial português está carregado de parasitas!

Obrigam as empresas a pagar 10, 20, 30 responsabilidades... e, muito discretamente, aparecem empresas criadas a partir dos Jotinhas dos partidos e de familiares dos políticos que legislaram, para irem fornecer esse serviço...de ajuda a cumprir a legislação. Todos os empresários sabem isto mas não falam porque têm medo.

«As esquerdas têm um problema com o dinheiro» António Barreto

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As esquerdas e o dinheiro


Sempre se disse que as esquerdas têm um problema com o dinheiro. A começar pelo facto de não o terem. É natural. Tivessem dinheiro e talvez não fossem esquerdas. Com algumas excepções, as pessoas de esquerda não têm muito. Por isso, quando estão no governo, têm uma atitude ligeira com o dinheiro dos outros. Querem promover a educação, a saúde, a segurança social e as obras públicas, o que é excelente, só que para isso, que custa tão caro, faz falta o dinheiro. Mas, convencida de que a direita tirou aos pobres para dar aos ricos, a esquerda também quer reverter e devolver aos pobres... No entanto, dar é uma coisa. Crescer e distribuir é outra, bem diferente e mais difícil. Mas a verdade é que uma e outra, esquerda e direita, desde 2000, não conseguem investir nem crescer.

Nos bons tempos, gasta-se o que se tem. Nos anos difíceis, gasta-se o que não se tem. Depois, é necessário encontrar dinheiro. As soluções: fazê-lo, pedi-lo emprestado ou ir buscá-lo onde ele está. Portugal está a viver um período desses, dos maus. Só que não se pode fazer dinheiro, o Banco de Portugal e a Casa da Moeda já não servem para isso. Pedir emprestado, é o que se vai fazendo, mas está cada vez mais caro. E quem tem dinheiro ficou exigente: ou não empresta ou impõe condições proibitivas. O que se deve é tanto que só os juros levam os recursos para investimento. Foi aliás por causa de se ter pedido a mais que chegámos onde estamos.

Sobra, portanto, a última hipótese. Ir buscá-lo onde ele está. Em primeiro lugar, entre os capitalistas do mundo inteiro, para investir. Seria o ideal. Só que Portugal não oferece hoje, nem sequer nos últimos anos, boas condições. Não sabe criar incentivos nem atrair investimento. Se não há capitalistas lá fora, é preciso ir ter com os de cá de dentro. E levá-los a investir. Só que... Já não há! Ou quase não há! O capitalismo português acabou. Sobravam uns banqueiros, umas empresas e umas famílias: faliram, estão depenados, levaram o seu dinheiro para outros países ou não têm confiança no regime e no governo. O dinheiro dos bancos já não existe ou está preso pelo BCE. Os bancos já não têm que chegue e precisam dos contribuintes!

Há, evidentemente, o dinheiro dos turistas, mas não é suficiente. Há o dos emigrantes: é bom, apesar de já não ser o que era, mas também não chega para as encomendas. Há finalmente os dinheiros europeus, os famosos "fundos". Esses são excelentes, essenciais há mais de trinta anos, mas o montante já não é o que era. Além disso, estão sob controlo europeu cada vez mais apertado e presos na tenaz burocrática portuguesa. E também em risco de suspensão, dado o mau comportamento financeiro do governo e do país. Os fundos já não são a solução!

Se o que havia fugiu e se não se atrai o que está lá fora, só resta mesmo ir à receita miraculosa dos comunistas, do Bloco e dos socialistas mais nervosos: ir buscá-lo onde está! É há anos a receita infalível. Os dirigentes políticos dos novos aliados do PS sempre o disseram. Ir buscá-lo onde? Aos ricos. Às contas bancárias. Às empresas. Às casas.

O problema é que não há ricos. Ou antes, não há ricos que cheguem. Os que tinham dinheiro já o puseram a recato. E o dinheiro já não chega. Por conseguinte, vamos aos que se seguem, todos os que têm alguma coisa. Passam a ser todos ricos. Por exemplo, para já, aos que têm património de mais de 500 mil euros... Faz-se uma lei sem saber quantas pessoas, quantas casas, qual o rendimento... Não se faz a mínima ideia, o governo não define o que é um rico nem um pobre. É quem convém. E se não chega, arranjar-se-á mais, com os impostos indirectos, antes de se passar aos directos. E a tudo o que vive. Tudo o que tem ou ganha qualquer coisa. Até se chegar aos remediados. Até deixar de haver ricos. Mesmo que então já só haja pobres...

António Barreto
fonte DN

«Isto é vergonhoso para o partido socialista» Sousa Tavares

0  ● 22.9.16 0





Relativamente a um novo imposto sobre o património imobiliário, Miguel Sousa Tavares criticou o executivo socialista, dizendo que "Costa está a chegar a um ponto em que parece que aceita qualquer coisa para se manter no Governo".

"Temos um Governo que executa o programa de 15% dos portugueses que votaram no BE e PCP. (...) A forma como este anuncio foi feito, numa conferencia socialista, vai lá a deputada do BE dizer aos socialistas "venham para o Marxismo Leninismo" e eles ainda aplaudem, isto é de tal maneira vergonhoso para o partido socialista..."
(Miguel Sousa Tavares)

Paulo Morais: O Continente beneficiou. O POVO PAGOU

0  ● 15.9.16 0


O Presidente de Câmara de Ponte de Lima subsidiou (em cerca de 18.000 euros) esta acção de propaganda dos Hipermercados Continente.
Tony Carreira cantou. O Continente beneficiou. O POVO PAGOU.

Já escrevi em 2015: O concerto de Tony Carreira de promoção ao hipermercado "Continente" nas Caldas da Rainha foi subsidiado pela Câmara. A autarquia gastou nesta iniciativa de âmbito privado 27500 euros, patrocinando a promoção a uma marca comercial de uma grande superfície. Não se entende que se use dinheiro de impostos do povo para "apoiar" o "Continente".

Paulo Morais

Lesados do Banif processam TVI

0  ● 12.9.16 0




A associação dos lesados do banco recorreu às conclusões da Entidade Reguladora para a Comunicação Social para avançar com uma acção de responsabilidade civil efectiva contra a TVI, pedindo ainda a demissão do director da estação de televisão. Perante estas conclusões da ERC, o presidente da associação que representa os clientes lesados do Banif questionou: "Será possível o senhor jornalista Sérgio Figueiredo não se ter demitido ainda?".
(jornaldenegocios.pt)
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Recorde-se, a este propósito, a intervenção de Paulo Morais na SIC-N:(ver aqui)

Caso Banif: "Isto é uma vergonha absoluta em termos de manipulação da opinião pública".
Na semana passada assistimos à maior manobra de manipulação da opinião pública de que há memória em Portugal, que foi uma estação de televisão fazer crer que o Banif ia fechar. Dias depois, o Banif é vendido ao Santander, Santander que por sua vez é accionista da estação de televisão que lançou essas informações erradas que desvalorizaram o Banif.

Se este caso Banif acontecesse em Inglaterra, estavam hoje 20 ou 30 pessoas presas e a estação de televisão que tinha lançado essa noticia já estaria fechada. (...) Em lado nenhum do mundo civilizado se permitem manipulações da opinião pública sobre a Bolsa como aconteceu no caso Banif.

Pesadelo: Portugal é líder do aumento da carga fiscal

0  ● 11.9.16 0

A introdução do crédito fiscal em 2015 tirou progressividade à tributação do trabalho, segundo a organização.

Num relatório sobre reformas fiscais em 2015 divulgado esta quinta-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) conclui que, o aumento da carga fiscal para os trabalhadores com baixos rendimentos cresceu perto de 1,5% em Portugal entre 2014 e 2015, liderando a tabela, enquanto na Áustria (a segunda maior subida) ficou perto de 1% e no Luxemburgo (terceira maior subida), que a OCDE também destaca, pouco acima de 0,5%.

“O aumento da carga fiscal sobre os trabalhadores com baixos rendimentos foi particularmente elevado em Portugal, onde o sistema de crédito fiscal foi tornado menos progressivo”, afirma a OCDE no relatório divulgado.

Segundo a organização sediada em Paris, Portugal ocupa também os primeiros lugares da tabela (é quarto) entre os países que mais aumentaram o peso dos impostos no produto interno bruto (PIB) entre 2010 e 2014, em linha com a Grécia, com uma subida de perto de 4 pontos percentuais. Apenas a Dinamarca e a Islândia registaram aumentos superiores, entre os 5 e os 5,5 pontos percentuais.

Jornal Económico