Portugal Glorioso

«Trumps do Norte» - Joana Amaral Dias

 ● 30/05/20

Trumps do Norte
O dinheiro que aí vem (virá?) é pouco e caro, com condições terríveis.
Joana Amaral Dias


Holandeses e outros "frugais" (!) trabalham que se desunham para que os PIGS (lembram-se do Portugal- Italy- Greece- Spain?!) sejam o Malhão, Malhão, comer e beber, passear na rua.

Numa capa de uma revista neerlandesa, por exemplo, surgem nórdicos operários afobados enquanto uns latinos riem no deboche. O cliché do ex presidente do Eurogrupo - os Porcos gastam tudo em copos e sexo - regressou com o dinheiro pandémico.



Revista holandesa reacende acusações entre países. Enquanto uns trabalham, outros bebem vinho à beira da piscina e sentam-se a descansar. É esta a imagem da capa da revista Elsevier Weekblad com o título "Nem mais um cêntimo para o Sul da Europa".


E o pior é que o estereótipo repete-se aqui, deste lado, insistindo-se que vai chegar ajuda, esmola, caridade. Como se existissem beneméritos europeus, filantropos e bons samaritanos que vão estender a mão a estes seus criados, a estes mendigos da Mitra.

Enfim, só Síndrome de Estocolmo, identificação ao agressor. E, já se sabe- sádico e masoquista, o par perfeito.

Primeiro: o dinheiro que aí vem (virá?) é pouco e caro, com condições terríveis. Segundo, os portugueses também contribuem para o orçamento europeu (espanhóis e italianos mais que holandeses), para o mercado onde tantos precisam de vender.

Pois. Pertencer ao segundo maior espaço económico tem vantagens para além da fantasia da mesada ou do rendimento social de inserção para os beberrões do sul. Cautela: a propaganda já mudou mais o curso da História do que muitos factos. Verdade.
Joana Amaral Dias
Ler mais

A Comunicação Social portuguesa e a China - Miguel Szymanski

 ● 28/05/20
Portugal Glorioso
MIGUEL SZYMANSKI

Bolinhos da sorte

As violações sistemáticas dos direitos humanos na China, incluindo Hong Kong e Macau, nunca são tratadas em primeiro plano na Comunicação Social portuguesa. Porque será?

Beijing comprou a sua narrativa em Portugal. Veja-se os accionistas dos accionistas dos principais jornais e revistas. Veja-se as principais empresas de capitais chineses com ex-ministros do CDS, PSD e PS nos órgãos directivos e de supervisão. Veja-se a plataforma rotativa entre a fundação EDP e a Comunicação Social. Olhe-se para os clientes dos grandes escritórios de advogados ou para as centenas de quadros superiores da administração pública que foram nos últimos anos em viagens pagas à China.

Isto para não falar dos milionários 'investimentos invisíveis' que não entram em nenhuma contabilidade.

A China está a fazer o mesmo que os EUA e ou a Alemanha fizeram durante décadas em Portugal. Mas está a fazê-lo com investimentos muito maiores e de forma incomparavelmente mais eficaz.
Miguel Szymanski

P.S. Na África subsariana a agência 'noticiosa' de Beijing, a maior rede no terreno, fornece gratuitamente conteúdos de televisão filmados e produzidos localmente à maioria dos canais de televisão de dezenas de países, enquanto as agências ocidentais ainda tentam vender os seus conteúdos.
Ler mais

Enfermeiros: Não é bater palminhas à varanda, é pagar condignamente - Joana Amaral

Enfermeiros infectados em serviço com cortes nos salários.

Fazer homenagem aos profissionais de saúde não é bater palminhas à varanda, é pagar condignamente. Isto é obsceno! - Joana Amaral Dias



Casos como o do enfermeiro Tiago Costa são inadmissíveis. Na linha da frente da batalha, foi infectado com Covid 19. Seguiu para casa, para o isolamento e, no final do mês, recebeu menos de 70 euros de salário.

Afinal, como é? Bater palmas à janela ou cantar loas a estes profissionais não chega. Há que considerar o coronavirus doença profissional, pagar a 100% e mais nada. Se há coisa que esta pandemia devia ter ensinado é a necessidade imperiosa de um SNS robusto. Que só se faz, evidentemente, com enfermeiros bem pagos e respeitados.

A sua carreira está congelada há mais de 20 anos e a sua profissão deixou de ser considerada de desgaste rápido. Enfim, só faltava mesmo mais esta. Qualquer dia já há novas agressões a quem trabalha nos hospitais.

video de Joana Amaral Dias, edição: PG
"Não tarda nada, em vez de palmas, vamos voltar às agressões aos profissionais de saúde."


Ler mais

Daqui a 6 mil anos o Estado terá recuperado o prejuízo que Salgado causou aos portugueses

A manter este ritmo, faltam só SEIS MIL ANOS! - Paulo Morais



O antigo banqueiro foi condenado em primeira instância a pagar 3,7 milhões de euros num processo do Banco de Portugal pela comercialização de títulos de dívida da Espírito Santo Internacional junto de clientes do BES.


Faltam só SEIS MIL ANOS! Ao fim de seis anos, a Justiça portuguesa condenou Ricardo Salgado numa multa de 3,7 milhões de euros. Como este valor representa menos de 0,1% do prejuízo que Salgado causou aos contribuintes, a manter este ritmo, daqui a (6000) SEIS MIL ANOS o Estado terá recuperado o prejuízo que Salgado causou a toda a Comunidade, ao Povo português.

Paulo de Morais
Ler mais

«Pobre país rico» - Paulo Morais

 ● 26/05/20
"Deixando, de uma vez por todas, de sustentar quadrilhas de aproveitadores, o povo português poderá usufruir finalmente das riquezas que lhe pertencem." Eis o que defendo. E exemplifico. Partilho o meu artigo, de hoje, no Público. - Paulo de Morais

Deixemos, de uma vez por todas, de sustentar estas quadrilhas de aproveitadores

Pobre país rico

(...)
De uma vez por todas, têm de cessar os apoios (dádivas) aos bancos. Só no ano que corre, já foram enterrados 850 milhões no Novo Banco; um montante que pode ainda duplicar, através das dotações ao Fundo de Resolução europeu. O erário público também não pode continuar a favorecer, com recursos ilimitados, os concessionários das parceiras público-privadas rodoviárias.

Em 2020, serão 1500 milhões em rendas, o que é obsceno, já que o valor adequado seria de 340 milhões, a respeitar os cálculos do organismo de estatísticas europeias, o Eurostat. Só nesta rubrica, um esbanjamento de 1200 milhões. Irá gastar-se-á quase tanto num inexplicável apoio à Grécia como na valorização das Forças Armadas nacionais... um despautério!
(...)
Há múltiplas formas pelas quais o Estado português pode recuperar recursos. Mas há uma acção que se impõe, que seria até imoral não implementar neste momento: recuperar toda a riqueza que nos foi subtraída pela via da corrupção.

Os casos de corrupção multiplicaram-se nas últimas décadas, desde os desvios de verbas do Fundo Social Europeu até à corrupção na Banca (BPN, BES, Banif ou BPP), passando pela corrupção na Expo 98, no Euro 2004, nas PPP de Sócrates ou nas privatizações de Passos Coelho.

Assim, na sequência da mega fraude do BPN, deveriam ser confiscadas as fortunas dos herdeiros de Oliveira e Costa. No âmbito do processo “Espírito Santo”, há que confiscar os bens da família de Ricardo Salgado e accionar a garantia soberana no valor de 5700 milhões de dólares, que o Estado angolano emitiu como contrapartida de empréstimos concedidos pelo BES a angolanos do MPLA. Compete à Justiça avançar, nos termos da Lei, com “o congelamento e a perda dos instrumentos e produtos do crime”.

Em suma, o Estado português deve deixar de sustentar grupos económicos que se alimentam imoralmente do Orçamento do Estado, deve cobrar impostos devidos e taxas justas e, finalmente, recuperar os activos que nos têm sido roubados em sucessivos escândalos de corrupção.

Deixando, de uma vez por todas, de sustentar quadrilhas de aproveitadores, o povo português poderá usufruir finalmente das riquezas que lhe pertencem.
Paulo de Morais
(artigo completo no Público)
Ler mais

Pessoas com fome? O Estado só ajuda o Novo Banco, a TAP

 ● 25/05/20
Banco Alimentar: Marcelo apelou à solidariedade dos portugueses.

O Estado não ajuda. Ajudem vocês

De visita ao Banco Alimentar, Marcelo apelou à solidariedade dos portugueses: "Tenham a noção de que há 400 mil pessoas que precisam de um contributo. Não é preciso gostar do banco alimentar, da líder ou dos voluntários. É preciso pensar nos que estão a passar mal e que vão estar assim mais um mês, dois, três, mais um ano, o tempo que durar a crise". (observador)

O Estado não ajuda essas pessoas. O Estado só ajuda o Novo Banco (milhares de milhões), a TAP (milhares de milhões), etc. Agora, pessoas com fome? Naaaah! Ajudem vocês, porque se não ajudarem, eles morrem de fome.
Pronto, é só o meu mau feitio.
Norberto Pires

O chefe do Estado (mais ainda um que se entende tão bem com o Governo) tem a obrigação de explicar o que o Estado vai fazer para acudir aos 400 mil cidadãos com carências alimentares. Em vez disso, diz-nos: sejam caridosos, porque o Estado não o será.
João Paulo Batalha

Ler mais

«Uma Borla custa 20 milhões? Peço explicações!» Paulo Morais

 ● 23/05/20
Porquê pagar vinte milhões por algo que era grátis?
Aguarda-se uma explicação.

Peço explicações!» Paulo Morais
imagem: APDC. Edição PG

Uma Borla custa VINTE MILHÕES? As editoras Porto Editora e Leya anunciaram que disponibilizaram todos os conteúdos educativos digitais em ACESSO GRATUITO durante todo o período de quarentena.

Mas, em 15 de Maio, o Governo autorizou a despesa relativa à aquisição de licenças digitais de manuais, neste ano lectivo (2019/20), "até ao montante global 19.768.000 euros, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor". (ver aqui)

Se as licenças são gratuitas, então o Governo está gastar dinheiro em quê? (vinte milhões de euros!!!). Peço explicações!
Paulo de Morais


Adenda: Hoje, na edição do Jornal i.
Frente Cívica questiona tutela sobre pagamento de licenças digitais. Associação liderada por Paulo de Morais afirma que licenças, cuja despesa foi autorizada pelo Executivo até cerca de 20 milhões, eram grátis quando os livros eram comprados pelas famílias.



Ler mais