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Invasões francesas atraem turistas 200 anos depois

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Interessados em conhecer o património para lá das páginas impressas da História, os turistas visitam cada vez mais os centros interpretativos e as fortificações construídas há 200 anos para defender Lisboa das tropas francesas.

Entre 2010, ano em que se comemorou o bicentenário, e 2013, período em que se inauguraram os centros interpretativos e a requalificação dos fortes, a Rota Histórica, que abrange os concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, recebeu uma média de, pelo menos, 15 mil visitantes por ano.

Os dados, baseados no controlo das visitas e revelados à agência Lusa pela Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres, não têm comparação com os anos anteriores, porque "só de vez em quando havia turistas a visitar os fortes", explicou José Alberto Quintino, presidente daquela entidade e, também, da Câmara de Sobral de Monte Agraço.


Até maio deste ano, pelo menos 4.600 pessoas visitaram o território, como é o caso de Conceição Castro, que "esperou imenso tempo" e ficou com "uma impressão muito boa" do que viu.
Esta professora de francês integrou recentemente um grupo de mais 15 pessoas, transportado por uma empresa de turismo cultural de Lisboa para o Sobral de Monte Agraço, onde visitaram locais como o centro interpretativo e o Forte do Alqueidão, considerado o posto de comando de Wellington, o general que comandou as tropas luso-britânicas contra o exército francês, no período das invasões francesas, entre 1807 e 1814.

"Quando divulgámos a visita, as pessoas mostraram muito interesse em vir porque não conheciam. Ouve-se falar das Linhas de Torres, mas muitas não sabem o que é e têm curiosidade em vir conhecer. Por isso há muitos interessados", disse o operador turístico, Albano Pires, enquanto o grupo visitava o Forte do Alqueidão.

Os municípios investiram mais de dois milhões de euros na abertura de centros interpretativos e na recuperação dos fortes, que vieram a dar origem à Rota Histórica das Linhas de Torres, que em 2010 foi visitada pelo Presidente da República e este ano ganhou o prémio internacional Europa Nostra.

"Os fortes estavam completamente inacessíveis, degradados e tapados de vegetação. Houve a sua recuperação, ficaram visitáveis e tem-se verificado uma grande afluência de público, não só de cidadãos e de escolas dos concelhos, cujos alunos participam nas campanhas arqueológicas, mas também de estrangeiros", explicou o autarca.
Os dados existentes apontam para mais de meio milhar de estrangeiros por ano, números que levam os municípios a concluir que existe potencial turístico, tendo em conta que a maior parte "são ingleses, porque é uma temática que lhes agrada muito, ao contrário dos franceses".

Nesse sentido, querem avançar com a promoção da rota entre os agentes turísticos, que pretendem candidatar aos novos fundos comunitários, para atrair mais visitantes e dinamizar a economia local.

As Linhas de Torres designam o conjunto das 152 fortificações construídas nos seis concelhos sob a orientação do general inglês Wellington, comandante das tropas luso-britânicas no período das invasões francesas, para defender Lisboa das tropas napoleónicas entre 1807 e 1814.
Como forma de reconhecer os acontecimentos que levaram à derrota do imperador Napoleão Bonaparte e ao fim do domínio francês na Europa, a Assembleia da República instituiu já o dia 20 de outubro como Dia Nacional das Linhas de Torres.

Lusa / Deana Barroqueiro http://conversacomleitores.blogspot.com/

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