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A história do «Chá da Cinco»

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Conhecido como um hábito tipicamente britânico, o “chá das cinco” foi introduzido na corte inglesa por Catarina de Bragança, princesa portuguesa, filha de D. João IV, quando esta casou com Carlos II de Inglaterra.




Originário da China, o chá foi introduzido na Europa pelos portugueses no século XVI.

Conhecido como um hábito tipicamente britânico, o “chá das cinco” foi introduzido na corte inglesa por Catarina de Bragança, princesa portuguesa, filha de D. João IV, quando esta casou com Carlos II de Inglaterra.

O dote de Catarina deve ter sido um dos mais exóticos e sumptuosos da História: 500 mil libras de ouro, o livre comércio de Inglaterra com as possessões portuguesas na Ásia, em África e nas Américas, a cidade de Bombaim e... uma caixa de chá.

Envolta numa aura de princesa culta e piedosa, Catarina fez-se respeitar na corte londrina onde iria impor - e transformaria no mais britânico de todos os hábitos do país - o ritual de beber chá.

Encantadas, as classes elevadas seguiram a moda (devido às suas taxas elevadas, o chá era um luxo que não estava ao alcance de todas as bolsas) e, ainda hoje, o famoso "the five o’clock tea" é, a par das figuras da monarquia ou do Big Ben, uma imagem de marca do Reino Unido, sinónimo de requinte, sofisticação, discreta elegância.
Veja: A portuguesa que fundou o Museu do Prado

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  1. Faltou dizer que essas 5ooo libras de ouro foi o povo que as pagou, pois o rei não tinha, foi criado um imposto especial nas cortes de Torres Novas, Tanger também foi no dote

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  2. Uma espécie de troïka da altura, mas como está há mais, por estas e por outras é que Portugal está em crise há 8oo anos.

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    1. Sim, sim, vai lá dizer isso aos habitantes das "nossas" ex-colónias.....diriam que troika eramos nós...
      Tudo depende do ponto de vista - explorados / exploradores

      Bem haja

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  3. Para variar, vamos buscar estes tesourinhos deprimentes para justificarmos a nossa presença no mundo. É como na guerra do Golfo, fômos entrevistar um Americano nascido em Portugal, que nem se lembrava que lá nasceu, para dizermos que tinhamos um "Tuga" na guerra.

    Façam a história AGORA e não de pormenores do passado, Portugal precisa de grandes feitos AGORA e não de réstias e sobras da fama dos outros.

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