Erros comuns de português! Acabe com os «pontapés» na gramática - PG

Erros comuns de português! Acabe com os «pontapés» na gramática

 ● 27/08/17
Dar erros ortográficos pode ser desagradável mas não é uma fatalidade: é possível aprender e corrigir. No entanto, alguns erros, porque ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles. Para acabar de vez com os "pontapés" na gramática!



Mal cheiro, mau-humorado.

Mal opõe-se a bem; e mau a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

"Fazem" cinco anos.

Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

"Houveram" muitos acidentes.

Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

"Há" dez anos "atrás".

e atrás indicam passado na frase. Use apenas «há dez anos» ou «dez anos atrás».

Preferia ir “do que” ficar.

Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.

“Arrenda-se” casas.

O verbo concorda com o sujeito. O certo: Arrendam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.

Vive “às custas” do pai. 

O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não “em vias de”: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

Todos somos “cidadões”. 

O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de carácter), juniores, seniores, pães, alemães, capitães, gângsteres.

Vendeu “uma” grama de ouro.

Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.

Não viu “qualquer” risco.

É nenhum, e não “qualquer”, que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.

Não sabiam “aonde” ele estava. 

O certo: Não sabiam onde ele estava. "Aonde" usa-se com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?

“Obrigado”, disse a mulher.

Obrigado concorda com a pessoa: Obrigada, disse a mulher. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.

O governo “interviu”.

Intervir é formado a partir do verbo vir (inter + vir). Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, conviesse, perfizera, entrevimos, etc.

Ela era “meia” louca.

Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.

A questão não tem nada “haver” contigo.

A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver contigo.

Ele foi um dos que “chegou” antes.

"Um dos que" faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.

“Cerca de 18″ pessoas o saudaram.

Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exactos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.

À margem de "quaisqueres" negociações.

O plural de qualquer é quaisquer: À margem de quaisquer negociações. / Trata-se de palavra formada do pronome qual + quer, que significa coisa, lugar ou indivíduo indeterminado. No plural, apenas o primeiro elemento flexiona (qual / quais), mantendo-se invariável a forma verbal quer.

As pessoas “esperavam-o”.

Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.

Chegou “a” duas horas e partirá daqui “há” cinco minutos.

indica passado e equivale a 'faz', enquanto 'a'exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.

Blusa “em” seda.

Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.

Sentou “na” mesa para comer.

Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.

A moça estava ali “há” muito tempo.

Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)

A temperatura chegou a 0 “graus”.

Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilómetro, zero hora.

A promoção veio “de encontro aos” seus desejos.

«Ao encontro de» é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.

Comeu frango “ao invés de” peixe.

Em vez de indica substituição: Comeu frango «em vez de» peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.

Se eu “ver” ele por aí...

O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.

Espero que “viagem” hoje.

Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também “comprimentar” alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).

O pai “sequer” foi avisado.

Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / «Não disse sequer» o que pretendia. / Partiu «sem sequer» nos avisar.

“Causou-me” estranheza as palavras.

Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não “foi iniciado” esta noite as obras).

A realidade das pessoas “podem” mudar.

Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não “foram punidas”).

A pessoa “que ele gosta”.

Como se gosta de, o certo é: A pessoa de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.

É hora “dele” chegar.

Não se deve fazer a contracção da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado… / Depois de esses fatos terem ocorrido…

Já “é” 8 horas.

Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não “são”) 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.

A festa começa às 8 “hrs.”

As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não “kms.”), 5 m, 10 kg.

idealgratis.com - adaptação Portugal Glorioso.

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