«A questão é de protagonismo mediático. E ciúmes!» - Paulo Morais - PG

«A questão é de protagonismo mediático. E ciúmes!» - Paulo Morais

 ● 17/10/19 coment
Tudo porque o PCP e Bloco não querem que os pequenos partidos surjam nos telejornais. Esta é que é a verdadeira questão.



Os três partidos com deputados únicos (LIVRE, Iniciativa Liberal e CHEGA) estão impedidos de intervir nos debates quinzenais no Parlamento com o primeiro-ministro. Tudo porque o PCP e Bloco de Esquerda (partido que se alimenta de e para a comunicação social) não querem que os pequenos partidos surjam nos telejornais nos dias em que António Costa vai ao Parlamento - tirando o protagonismo mediático (em declínio) às dirigentes telegénicas do Bloco e ao simpático Jerónimo.

Esta é que é a verdadeira questão. Se fosse para falar no Parlamento, nem haveria problema; mas ter na televisão alguém mais exuberante e excêntrico, ou interessante e cativante do que o Bloco - nem pensar! A questão que aqui se levanta não é de democraticidade parlamentar, mas de protagonismo mediático. E ciúmes!

SUGESTÃO À DIRECÇÃO DA RTP:
Está decidido que os pequenos partidos, com deputados únicos, não vão intervir nos debates quinzenais com o primeiro-ministro. Penso que a RTP poderia corrigir este "entorse" democrático, convidando os partidos "Livre", "Iniciativa Liberal" e "Chega" a comentar o debate quinzenal, no Telejornal desse dia. Não falarão no Parlamento, mas poderiam exprimir as suas ideias na pública RTP.

Seria bom para os Partidos novos, para os telespectadores que ouviriam ideias diferentes, mais frescas e menos maçadoras. Além disso, seria uma manifestação de liberdade por parte de um órgão de comunicação social habitualmente alinhado com o poder. E ainda traria audiência ao canal... Esperemos para TVer.
Paulo de Morais



Adenda 13-11-2019:
Os deputados do Chega, do Iniciativa Liberal e do Livre disporão de um minuto e meio para intervir no debate com António Costa. Venceu o mínimo bom senso, contra a decisão anterior. De quem? De um grupo de trabalho liderado pelo vice-presidente do Parlamento, o bloquista José Manuel Pureza, que havia decidido silenciar parlamentares democraticamente eleitos. Contra a vontade de Pureza, recuperou-se (alguma) pureza da Democracia.
Paulo de Morais

Partilhe este artigo

Post Anterior
Prev Post
Post Seguinte
Next Post