Paulo Morais: Corrupção no Urbanismo é a pior das corrupções | Portugal Glorioso

Paulo Morais: Corrupção no Urbanismo é a pior das corrupções

 ● 12/09/19
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Jaime Resende comprou um conjunto de terrenos por quatro milhões de euros. Pouco tempo depois (dez minutos), vendeu-o por 20 milhões de euros. Os referidos terrenos são em Alfena, Valongo, e estavam classificados como Reserva Ecológica Nacional (REN). Foram adquiridos por Jaime Resende por 4 milhões de euros, segundo as escrituras a que o "Correio da Manhã" teve acesso.




CORRUPÇÃO NO URBANISMO é a pior das corrupções. Permite margens de lucro ilícito equivalentes às do tráfico de droga.

Presidentes de Câmara e Vereadores do Urbanismo ficaram multimilionários nas últimas duas décadas, porque permitiram construção em zonas de reserva agrícola, reserva ecológica e até zonas de proibição absoluta de construção. Porque não falam disto nas campanhas eleitorais?

(na foto terreno em Valongo, Alfena, onde nada se podia construir. Mas, como o seu valor passou, em poucos minutos, de 4 Milhões para 20 milhões, já se pode construir. A Justiça continua à procura dos dezasseis milhões de diferença. Neste terreno está instalado o centro logístico do Pingo Doce; "sabe bem pagar tão pouco" pelos terrenos)
Paulo de Morais

ADENDA 13-12-2019:
Em certo terreno, em Valongo, Alfena, nada se podia construir. Mas um autarca, de seu nome Jaime Paulo Oliveira Resende, adquiriu o terreno ao conjunto de proprietários por QUATRO MILHÕES e revendeu-o no mesmo dia por VINTE MILHÕES a um fundo de investimento que mais tarde o "endossou" ao Grupo Jerónimo Martins (Pingo Doce e Unilever).

Hoje está lá construído o maior centro logístico do País, ilegal, num terreno onde nada se poderia construir.

Quem e em que momento, na Câmara de Valongo, permitiu esta valorização patrimonial de 400%, só semelhante aos negócios do grande tráfico de droga? Para quem trabalhava o autarca? Como se deu a transferência de propriedade para o fundo imobiliário e deste para Jerónimo Martins?

Quem são os detentores dos títulos do fundo? Porque tem o fundo isenções de IMI? Porque nada disto é esclarecido?

O assunto corre (ainda, há oito anos) na Justiça, porque um punhado de resistentes não o deixou morrer (nem deixará), apresentando queixa no MP, carreando informação para o processo, requerendo instrução, etc.. Reúnem-se dia 14, sábado, em Alfena. E eu lá estarei também!
Paulo de Morais

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