Joana Amaral Dias sobre Manuel Pinho: «Ser julgado não chega»

Caso EDP. Manuel Pinho interrogado pelos procuradores que investigam as suspeitas das rendas excessivas.

Joana Amaral Dias sobre Manuel Pinho: «Ser julgado não chega»

Manuel Pinho teve o seu lado semi-cómico com "os chineses deviam investir aqui porque a mão de obra é barata" ou a famosa ornamentação crânio - encefálica no hemiciclo. O que já foi apenas trágico foi ter sido mais uma peça da destruição do país, mais um activo tóxico, fruto envenenado. 

Administrador do BES desde meados dos anos 90 até Sócrates e Salgado o colocarem como ministro da Economia (na senda das promíscuas portas giratórias), passou pela governação como um lacaio do Dono Disto Tudo, supostamente recebendo avultadas maquias do famoso saco azul, que também subornava jornalistas e outros eleitos (alguma vez saberemos quem eram, afinal?). 
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Manuel Pinho foi então um catalisador das malignas ligações do privado ao público, onde os dinheiros são sempre dos contribuintes e as vantagens sempre privadas. Cavalgando essas negras práticas iniciadas com as privatizações que alienaram sectores estratégicos do estado para os ofertar a vampiros, Pinho beneficiou a EDP, reforçou-lhe ganhos e privilégio, engordando os donos chineses, enquanto os portugueses continuaram (e continuam) a viver em pobreza energética, a pagar com língua de palmo todas estas ganâncias repulsivas, liquidando facturas de luz das mais caras da Europa. 
Portugal, de clima ameno e com a maior exposição solar do espaço europeu, segue sendo o país onde se morre de frio. Pinho terá dado o seu avantajado contributo para este esbulho e esta miséria. Ser julgado não chega. 
Joana Amaral Dias
https://www.facebook.com/joanamaraldias/posts/398099245007982

video: JAD na TVI24, 30-08-21. Edição: Pg.



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