Miguel Szymanski: «Hoje sinto orgulho em ser português»
Foi uma longa espera de mais de três quartos de século, 48 anos dos quais em democracia, para o Estado dar 'honras de Panteão' a Aristides.
Hoje comecei o dia, às sete da manhã, a sentir satisfação e gratidão por também ser português (sou o primeiro a ficar surpreendido por poder escrever isto sem uma ponta de ironia).
Miguel Szymanski
Hoje comecei o dia, às sete da manhã, a sentir satisfação e gratidão por também ser português (sou o primeiro a ficar surpreendido por poder escrever isto sem uma ponta de ironia).
Nos noticiários, até a BBC World destacou, com um directo a partir de Lisboa, Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português que salvou, contrariando as ordens expressas de um ditador fascista e admirador de Hitler, a vida de milhares de pessoas, dando-lhes vistos para poderem escapar aos campos de morte alemães.
É muito raro haver referências a Portugal, muito menos positivas, seja na BBC, na FranceInter ou na Deutschlandfunk. A projecção internacional, obviamente, acrescenta notoriedade a um feito que precisa de divulgação para poder ser um exemplo.
A desobediência civil é a prova de fogo de cidadania. E ser um funcionário público a resistir à injustiça e imoralidade do Estado Novo, a opor-se ao nazismo numa cidade francesa prestes a ser ocupada, é um caso nada menos do que único, sublime e uma lição para todos nós.
Hoje sinto orgulho em ser português.
Foi uma longa espera de mais de três quartos de século, 48 anos dos quais em democracia, para o Estado dar 'honras de Panteão' a Aristides, ao contrário do que aconteceu com várias figuras do mundo do espectáculo.
Miguel Szymanski
https://www.facebook.com/miguelszymanski/posts/10227380365203678
Espetáculo, lê-se esp'táculo, porque não espectáculo, desobediência civil à mixórdia ortográfica da ditadura do AO90.
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