Maioria das multas a banqueiros fica por pagar

São quase 17 milhões euros a uma dezena de gestores ao longo dos últimos 15 anos. Ricardo Salgado (BES), João Rendeiro (BPP) e Jardim Gonçalves (BCP) no topo.

Entretanto, ajudas públicas à Banca superam os 18 mil milhões de euros.


FONTE JORNAL NOTICIAS

Maioria das multas aplicadas a banqueiros fica por pagar.

Apenas dez antigos gestores bancários acumularam multas de 16,8 milhões de euros. Aquele montante iguala todas as coimas decididas pela CMVM a todos os bancos infractores no espaço de 15 anos (2004 a 2019).

No caso dos "banqueiros", a maior parte das sanções da CMVM e do Banco de Portugal (BdP) fica por pagar. Por vezes, os tribunais dão mesmo como provada a sua inocência.
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O tema é sensível para o contribuinte. De 2008 a 2018, os encargos do Estado com os bancos ascenderam a mais de 18 mil milhões de euros. 

As ajudas à Banca começaram em 2008 com a crise financeira e a nacionalização do BPN, cuja factura já supera os cinco milhões euros. Oliveira e Costa, o seu criador, foi condenado a 15 anos de prisão e foi multado quer pela CMVM quer pelo BdP, somando 1,425 milhões euros. Foi penhorada parte da sua pensão de 2295 euros, mas quase nada foi pago ao BdP até à data e ainda menos à CMVM.
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Ricardo Salgado será, neste momento, o recordista das coimas. Para já, o acumulado do BdP com a CMVM já vai em 5,8 milhões, mas esta última entidade prepara uma acusação cuja coima máxima chega aos 5 milhões, o que faria duplicar o seu actual recorde.

Quem são os dez banqueiros?

Oliveira e Costa (BPN), Jardim Gonçalves (BCP), Filipe Pinhal (BCP), Paulo Teixeira Pinto (BCP) e João Rendeiro (BPP) foram multados quer pelo BdP quer pela CMVM.

Ricardo Salgado (BES), José Manuel Espírito Santo (BES), Ricciardi (BESI), Morais Pires (BES) e Tomás Correia (Montepio) foram sancionados só pelo BdP, pelo menos até à data.

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