Nossa Senhora da Conceição, Padroeira e Rainha de Portugal

Como se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal

O culto a Santa Maria nasceu nos primórdios da nacionalidade.
Desde o nosso 1º Rei D. Afonso Henriques - um grande devoto de N. Sr.ª e que fez várias concessões a Santa Maria Bracarense como tributo pela ajuda concedida na manutenção do seu território, designadamente engrandecendo a Catedral de Braga elevando-a à categoria de templo nacional, passando deste modo, Santa Maria de Braga, a ser a Padroeira do território portucalense - que todos os Reis da 1.ª dinastia praticaram o seu culto, agradecendo-lhe o auxílio prestado para a manutenção da independência do novo reino.


Proclamação de N. Sr.ª como Soberana de Portugal

Também na 2.ª dinastia, iniciada com D. João, Mestre de Avis, este na Batalha de Aljubarrota incitou os seus companheiros de armas em nome de Deus e da Virgem Maria.

D. Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino, por ser devotíssimo da Virgem Santa Maria que respondeu às suas preces em Valverde, Atoleiros e Aljubarrota, mandou construir a Igreja de N. Sr.ª da Conceição de Vila Viçosa. Para o efeito, encomendou em Inglaterra a imagem de Nossa Senhora da Conceição. E quando ingressa no Convento do Carmo em Lisboa como irmão leigo, usa apenas o nome de Frei Nuno de Santa Maria.

A São Nuno de Santa Maria se deve a renovação de uma antiga Confraria de Vila Viçosa, existente pelo menos desde 1349 e por si consagrada a Nossa Senhora da Conceição, que ainda hoje subsiste, a "Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição".

Mas foi após a Restauração de 1640, com D. João IV, que se verifica um grande impulso na devoção à Senhora da Conceição por todo o país. No dia 8 de Dezembro de 1640, Frei João de S. Bernardino, ao pregar na capela Real de Lisboa na presença do Duque de Bragança, agora já Rei de Portugal, termina o sermão por uma solene promessa:

«Seja assi, Senhora, seja assi; e eu vos prometo, em nome de todo este Reyno, que elle agradecido levante um tropheo a Vossa Immaculada Conceição, que vencendo os seculos, seja eterno monumento da Restauração de Portugal».

Em 25 de Março de 1646, o rei D. João IV organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a N. Sr.ª a restauração da independência em relação a Espanha. Foi até à igreja da Senhora da Conceição, ofereceu a coroa portuguesa a Nossa Senhora, colocando-a a seus pés, proclamou-a Padroeira Portugal. O acto da proclamação alargou-se a todo o País com o povo a celebrar, pelas ruas, entoando cânticos de júbilo.

Assim se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal, por isso, desde este dia, mais nenhum rei português usou a coroa real na cabeça, direito que passou a pertencer apenas a Nossa Senhora. Em cerimónias solenes, a coroa passou a ser colocada em cima de uma almofada, ao lado do rei. Um facto extraordinário e único no mundo.

Em 1648, D. João IV mandou cunhar medalhas de ouro e prata que correram como moeda em honra da Padroeira de Portugal, tendo no reverso a imagem de Nossa Senhora da Conceição coroada de sete estrelas sobre o globo e a meia-lua, tendo aos lados o sol, o espelho, a casa de ouro, a arca da aliança, o porto e a fonte selada com a legenda: Tutelaris Regni. Foi, até, com duas destas moedas em ouro que o Rei pagou, nesse ano, o tributo prometido ao Santuário de Nossa Senhora de Vila Viçosa.

Outros reis, seus sucessores, continuaram a tradição deste culto de homenagem a Nossa Senhora, caso de D. João V, em 1717, que recomenda a todas as igrejas a celebração anual com pompa e solenidade da Festa da Imaculada Conceição, enquanto D.João VI emite um decreto criando a Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Cabeça da Ordem (lugar principal) na Sua Real Capela.

Há uma grande peregrinação anual ao Santuário de Vila Viçosa que se celebra todos os anos a 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal. O Papa João Paulo II visitou este Santuário durante a sua primeira visita a Portugal, em 14 de Maio de 1982.
ADAPTAÇÃO PORTUGAL GLORIOSO.
Fontes; http://www.arqnet.pt/ - http://refugiodomocho.blogspot.pt/ - http://risco-continuo.blogs.sapo.pt/


Veja: O Primeiro Rei de Portugal - Filme animado

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  1. Meditação Social Cultural – Para - Entender o Fascismo Tradicional. Temos de Entender a Cultura Ideológica, Dogmática e Idolatra, Política/Religiosa de Imposição, Desde a Implantação da Monarquia, a Matança dos Judeus em Lisboa o Assassinato de Damião de Góis, Reformador, Pela Inquisição, Contra-Reforma, a Perda da Independência, Traição do Inquisidor Mor, o Cardeal D. Henrique, Desastre Nacional.

    Na Restauração a Imposição, Jesuíta do Dogma Político/Religioso de Contra-Reforma, á Padroeira e Rainha de Portugal, Decreto Real de Maldição, Nacional, 25-3-1646 – Transcrevo, Texto: “ E - Se Alguma Pessoa Intentar Alguma Coisa Contra Esta Nossa Promessa, Juramento e Vassalagem, Por Este Mesmo Efeito, Sendo Vassalo, o Havemos Por Não Natural e Queremos Que Seja Logo Lançado Fora do Reino; E, Se For Rei, o Que Deus Não Permita, Haja a Sua e Nossa Maldição, E, Não se Conte Entre os Nossos Descendentes.”

    A Monarquia Banida, Regicídio a Tragédia Máxima, Para a Família Real, o Povo e Portugal, o Choque Dogmático, Político/Religioso, Republicano, Foi Um Fracasso, Nacional, o Estado Novo, Dogmático/Idólatra, Amaldiçoado. Uma Grave Crise de Valores, Culturais. Ler: Alexandre Herculano, a Historia de Portugal, Inquisição e Antero de Quental, “ Causas da Decadência dos Povos Peninsulares Nestes Últimos Três Séculos ” – ler Final do Texto e de Vida de Antero, Suicidou-se; Inquisição da Consciência, Intelectual e Espiritual, Contra a Identidade Nacional; Colapso de Grandes Vultos da Nossa Cultura Intelectual e Social.

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