Joana Amaral: "Estamos a assistir em directo a um assalto ao poder"

Polémica no Tribunal de Contas: O Presidente não pode tolerar este torpedear da República

Adenda 03-02-2021:
veja: A Economist retirou Portugal da lista de países totalmente democráticos. Uma das questões apontadas: a falta de transparência no processo de nomeação do presidente do Tribunal de Contas.

Polémica no Tribunal de Contas:

O Presidente da República não pode tolerar este torpedear da República. Que Intervenha depressa. Agora.

video JAD na CMTV. Edição: Pg.



Estamos a assistir em directo, ao vivo e a cores a um assalto ao poder, ao sequestro de instituições que são constitucionalmente independentes, como o Tribunal de Contas.

À espera dos dinheiros da Europa e de os poder gastar à tripa-forra em ano de autárquicas, depois de mudar a lei das PPP para os municípios se poderem endividar, faltava simplificar o Código dos Contratos Públicos para vir o regabofe.

Simplificação tão obscena que o bastonário da ordem dos arquitectos (supostamente beneficiados) disse que se trataria de comprar uma casa sem ver a planta. O presidente do tribunal de contas também não foi na cantiga e falou de conluio.

De imóveis que passaram da Segurança Social para a Câmara Municipal de Lisboa ao ensino superior, acabando na contratação pública em período de emergência, várias tinham sido já as divergências entre Vitor Caldeira e António Costa.

Agora que a entidade poderá receber a incumbência de auditar o Novo Banco, depois de novas críticas, Vítor Caldeira foi dispensado.

Ou seja, em vez de pugnar pela transparência e prestação de contas, em vez de criar mecanismos de controlo interno e de escrutínio público, o primeiro-ministro dá uma valente estocada na separação de poderes como já tinha disferido aquando da dispensa da procuradora Joana Marques Vidal.

A democracia agoniza: Costa tem de esclarecer, já, porque demite o ex presidente do Tribunal de Contas Europeu (três mandatos). O Presidente da República não pode tolerar este torpedear da República. Que Intervenha depressa. Agora.
(Joana Amaral Dias)

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